segunda-feira, 27 de junho de 2011

EU SOU o que Você Precisa

“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (Filipenses 4:19)

Quando Deus, do meio da sarça que ardia em chamas mas não era consumida, chamou Moisés para liderar o movimento de libertação do seu povo, ele quis declinar:

-Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel (Êxodo 3:11)? – Resmungou mais que perguntou o patriarca judeu.

-Certamente [isto é: com certeza] Eu serei contigo (v.12) – Respondeu o Senhor para Moisés.

Ele não desiste, e pergunta (ou resmunga) pela segunda vez:

-E, quando me perguntarem o Seu nome, que direi (v.13)?

Nesse momento, perceba as entrelinhas bíblicas. Isto é, o espaço (se é que tenha) entre o versículo 13 e o próximo. Deus está estufando os peitos de ar (não confunda com o gás carbônico do arbusto em chamas). Seus pulmões se dilatam na mesma velocidade da ânsia do patriarca. Seu tronco se inclina e a cabeça vai junto. O Criador do universo tempera a garganta, meneia as cordas vocais e declara o nome pelo qual deveria ser chamado:

-EU SOU O QUE SOU, e ainda: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós (v.14).

As palavras do Senhor calaram a boca do profeta. Elas puseram fim ao ping pong de perguntas e respostas. Deus havia respondido até mesmo o que ainda não havia sido perguntado. O Todo Poderoso preveu todas as próximas dúvidas de todos os ‘Moisés’ ao redor do planeta. Quem sabe elas seriam:

-O que farei para convencer? Como reuniremos o povo? De que forma escaparemos? E os carros e cavalos de Faraó, como os venceremos? E o mar, como atravessaremos? Como sobreviveremos no deserto? O que comeremos? No deserto não existem rios, o que beber? Não existem peles de animais, como sobrebiber ao frio?

O que - Como – De que forma – E isso ou aquilo... ?

Essas são as perguntas costumamos fazer apenas quando achamos necessário (isso é sinônimo de sempre). Mas, escute o que Deus tem a dizer. Acredite na voz que emana da sarça ardente: “EU SOU O QUE SOU”!

Eu diria que “EU SOU O QUE SOU” significa: “EU SOU TUDO Aquilo Que Você Precisar Que Eu Seja”. Para os israelitas que almejavam a liberdade, ele estava dizendo “EU SOU o Libertador”. Para o Moisés medroso, ele afirmou: “Eu Sou aquele que compensa os teus medos”. Para o Moisés preocupado com a provisão, o Senhor garante: “EU SOU Suficiente”.

Jesus Cristo assegura que Ele é o mesmo Deus que falou com Moisés: “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (João 8:58). E ainda:

Para os que andam na escuridão, EU SOU a verdadeira luz (João 1:9).

Para os réus, EU SOU o Justo Juiz (João 5:22).

Para os famintos e sedentos, EU SOU o pão e a água da vida (João 6:35).

Para os que precisam de uma chance, EU SOU a Porta da Salvação (João 10:9).

Para as ovelhas perdidas, EU SOU o Bom Pastor (João 10:14).

Para os mortos, EU SOU a Ressurreição e a Vida (João 11:25).

Para os que carecem orientação, EU SOU o Mestre e Senhor (João 13:13).

Para os que duvidam das minhas credenciais, EU SOU o Enviado de Deus (João 17:3).

E você, do que precisa? Deus torna-se. O que suprirá tuas necessidades, Ele se faz. Leia a história do povo de Israel e veja o que o Senhor fez para provar essa realidade. Se precisares, ele manda praga sobre o arraial do inimigo; abre o mar para você passar; pune os adversários; faz sair água da pedra; manda o maná diário no deserto... e, ainda, te faz conquistat a terra que ele prometeu (Hebreus 12:22).

Diante das tuas necessidades ilimitadas, existe o Deus infinito e poderoso para supri-las (Filipenses 4:19). Ele nunca deixa os seus filhos desamparados. Você não corre o risco de ficar desapontado. Deus sempre premia a sua fé. Moisés já teve a chance dele. Agora é a sua vez.

O que mesmo você deseja?

Ouça o que diz o Senhor:

‘EU SOU’ o que você precisa.


“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã,

porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo”

(Jesus em Mateus 6:34).

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sábado, 30 de abril de 2011

O Jugo Desfeito

“Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (Isaías 53:4)

Hoje pela manhã, nos poucos metros da estrada de terra que separam nossa casa do local onde três vezes por semana pego a condução que me leva para trabalhar na cidade vizinha, eu ouvi o Senhor. Tive certeza de que era Ele aproximadamente uns cinco minutos depois de acompanhar o irmão Nick, que coincidentemente fazia o mesmo trajeto que eu.

Nick é um bom sujeito. Humilde e esforçado. Estava ladeado de provimentos para a viagem. Ele ia pernoitar na casa de sua mãe que morava na mesma cidade para a qual eu trabalhava. Como sua bagagem parecia maior que o meu, ofereci-me para ajudá-lo a carregar uma parte do seu fardo, e agachei para apanhar uma caixa de ferramentas que ele levava.

O irmão aceitou a ajuda, mas entregou-me uma bolsa plástica de supermercado. Fiquei um pouco sem jeito. Assombrava pensar no que as pessoas achariam de mim ao me verem carregando aquelas tralhas. Dava para ver nitidamente dentro da bolsa transparente que Nick me dera para levar algumas roupas e sapatos velhos. A vergonha daquela bagagem me acompanhou até o carro, quando joguei-a perto dele e segui viagem no banco da frente.

Foi nesse momento que senti, ou melhor, ouvi Jesus perguntar-me: “-O que seria de você se Eu tivesse agido igual?. Antes de tentar entender essas palavras sozinho, pedi ajuda ao Professor: “-Me explique melhor, Espírito Santo!”

“-Já pensou o que seria de você seu Eu não tivesse carregado a tua cruz? Se ao invés de carregá-la até o fim eu a jogasse aos seus pés na metade do caminho? Se ao invés de levá-la em meus ombros, eu possuísse vergonha dela?”

“-Quero entender melhor, Jesus!” – Pensei.

“-Eu te explico: aquela cruz tinha o peso dos teus pecados. E não somente dos teus, mas os de toda a humanidade. Eu escolhi a pior parte. Não optei exatamente pela mais fácil de levar. Pessoas sentiriam felizes em carregar tua cruz se ela estivesse cheia de boa reputação, riquezas, prosperidade... A que carreguei estava recheada de covardia, incredulidade, abominações, crimes, prostituições, feitiçarias, idolatrias e mentiras” (Apocalipse 21:8). Não é exatamente isso que a Bíblia diz ao afirmar a respeito de mim: ‘verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si’ (Isaías 53:4)?'

E continuou: “-Roupas e chinelos velhos são filhotes de ramsters perto dos dragões que eu tive que carregar. Nada poderia me tirar do itinerário, nem mesmo aquela imundícia. Nas prateleiras da cruz estava todo o lixo que a humanidade produz todos os dias. As gavetas dela estavam abarrotadas de segredos obscuros, podres e fétidos, os quais suportei exclusivamente por amar ao mundo” (João 3:16).

Uma pausa. Talvez o Senhor tenha dado uma temperada na garganta antes de continuar: “-Já imaginou como seria se eu pensasse mais no que os outros iam dizer em me ver levando tudo aquilo? Nas falsas acusações, humilhações, nos ferimentos e na própria morte? Não pense que aquela situação foi confortável para mim. Eu tombei pelas ruas de Jerusalém, escorreguei nas esquinas, cai nas ladeiras... mas não abri mão daquilo que traria conforto para a tua vida.

“-Hoje você não precisa continuar com os seus pecados expostos na vitrine da vergonha, porque eu já os ‘lancei para trás das minhas costas’ (Isaías 38:17). O que você não mais queria, Eu levei nos meus ombros. Aquilo que te afligia, tornou-se a origem da minha morte. Aquilo que te incomodava - a razão da minha vida. A tua tristeza - a causa do meu esforço. O meu sofrimento - o motivo da tua felicidade!”

“-Ninguém mais é obrigado a andar corcunda pelo peso, cansado pelo labor, contaminado pelo lixo, fedido pela podridão ou envergonhado pelo conteúdo do mostruário. O jugo da escravidão e do pecado já foi destruído. Eu o venci por todos quantos aceitam minha ajuda. Te sentistes embaraçado em levar por alguns minutos um fardo que não era teu, mas eu levei o de todos, inclusive o teu, para sempre. Preciso falar sobre o quanto te amo”!?

“-Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas cansadas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30).

Caro leitor, se você ainda leva a carga da culpa em seus ombros, as palavras de Jesus são para você. Entregue sua vida para Ele. Livre-se desse peso desnecessário e una-se a Cristo! Ele levará nos braços não apenas o seu fardo, mas também a ti.

Olhe à frente. Existe um Ser brilhante. Ele o aguarda com um sorriso no rosto e com a mão estendida. Veja que ele se aproxima. Ouça o que Ele diz: “-Posso ajudar?”.

"E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção" (Isaías 10:27).

"Mas agora quebrarei o seu jugo de sobre ti, e romperei os teus laços" (Naum 1:13).

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sábado, 2 de abril de 2011

Pássaro Ferido

“Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Porque, certamente, isso se fará asas e voará ao céu como a águia” (Provérbios 23:5).

CRITIQUE SANTOS DUMONT PELA DECOLAGEM DA CRIAÇÃO. O cientista brasileiro realmente fez muito pela humanidade. Denuncie-o por criar a forma mais segura de atravessar o Atlântico. Julgue-o por contribuir para a diminuição dos grandes naufrágios. Condene-o por rachar ao meio duas civilizações: a que rasteja por terra ou escorrega no mar, e a que abre as asas e voa acima das nuvens.

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Certo fazendeiro encontrou no alto da montanha um ninho de águia. Pelo que “pegou emprestado” um dos ovos e o pôs com outros debaixo da galinha para chocar. Cumprindo o tempo determinado, os pintinhos nasceram e, com eles, o filhote de águia. Este, passou a vida inteira ciscando com os “pintinhos”, bicando como “galinha” e abrindo as asas de vez em quando... Sem, contudo, jamais poder voar.

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Apesar de serem situações distintas, o 14 Bis de Santos Dumont e o pássaro que não aprendeu a voar têm algo em comum: asas. Esse detalhe pode fazer muita diferença. Mas uma outra particularidade pode mudar o curso da história: entender essa verdade.

O mundo inteiro é habitado por milhões de pássaros que não voam. São pessoas que foram trancafiadas nas cadeias do pecado. Seres humanos acorrentados nas algemas da baixa estima. Presos na alma. Verdadeiros detentos espirituais. Pássaros que poderiam andar nas alturas (Salmos 18:33; Habacuque 3:19), mas escolhem rastejar como serpentes. Águias que deveriam estar acima das nuvens (Isaías 40:39), mas preferem vê-las por baixo.

O Criador nos convida a aproveitarmos a única vida que Ele nos deu. Ele já criou-a. A nossa parte é fazê-la valer a pena. Se não o fizermos nesta vida, jamais teremos outra oportunidade (Hebreus 9:27). Precisamos sonhar. Precisamos entender esta verdade. Carecemos voar. Foi Ele mesmo quem chamou para “subir com asas como águias” (Isaías 40:31).

Ninguém apostaria naquela invenção. Nenhum empresário investiria na “caixa de papelão made in Brazil”. O 14 Bis de Santos Dumont era apenas um sonho que tornou-se realidade pela persistência. Por outro lado, jamais imaginaríamos a rainha das aves morrer de velhice sem nunca voar, pelo comodismo que assumiu. Simplesmente por escolher conformar-se com o que os outros diziam: “Você não pode. Você é incapaz. És apenas uma galinha”!

Um recado de Deus para todos os pássaros feridos quanto essa reflexão possa alcançar:

Pessoas falaram bobagens sobre você. Quiseram quebrar as suas asas e tirar sua vida. Mas você precisa saber de duas coisas. Primeiro: arrancaram os seus sonhos, não as suas asas. O Senhor não permitiu que retirassem a sua capacidade de decolar. Segundo: Ele está agora lhe observando do céu. Ele aposta que dessa vez irás conseguir. Tens uma asa de cada lado – fé e ação andam, ou melhor, voam juntas.

Se pudermos crer, um passo será dado. Se confiarmos o suficiente para tentar a subida, teremos mais uma águia nos céus. Isso lhe fará muito bem. Quando a tempestade vir, você não precisa molhar-se. Quando as nuvens escurecerem você pode estar acima delas.

Incline o corpo, olhe para o alvo, bata as asas e siga. Tem uma porção de vitoriosos te esperando aqui em cima.

“Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Isaías 40:31).

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quarta-feira, 23 de março de 2011

O Desafio: Quem Sabe a Resposta?

“Respondeu Jesus e disse-lhe: O que eu faço, não o sabes tu, agora, mas tu o saberás depois” (João 13.7).
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Certo missionário cristão em país comunista foi perseguido por malfeitores que desejavam matá-lo. Pelo caminho difícil de mata fechada, o bando buscava alcança-lo com pedaços de paus e pedras. A todo o momento, ouviam-se os berros da turba: “- Não tem como escapar. Vamos matar você!”

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Escorregando entre as rochas enlodadas. Escalando caminhos ladeirosos. Rasgando o corpo pelos arbustos espinhosos... O homem viu uma trilha à direita do caminho por onde fugia. Optou por seguir aquela vereda, acreditando ter chance de escapar por ela. Lá, imóvel, sentiu o medo da morte chegar nos passos que se aproximavam. Os inimigos iam chegando e a esperança quase indo embora. Foi quando o missionário fechou os olhos e orou assim:

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- Deus, em nome de Jesus, mande dois anjos fortes guardarem a entrada desta trilha - para que não me encontrem. Amém.

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Quando abriu os olhos, esperando seres celestiais luzindo com espadas nas mãos... viu apenas uma pequena aranha na entrada da trilha, pelo que reclamou:

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- Senhor, pedi anjos, não um inseto!

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Mais uma vez o homem pôs-se a orar:

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- Deus, construa um muro de concreto para proteger-me. Seja feita a Sua vontade. Em nome de Jesus. Amém.

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Ao abrir os olhos, ainda mais confiante, percebeu que a aranha estava tecendo rapidamente uma teia na entrada da trilha. E murmurou:

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- Assim não, Senhor! Pedi muros imbatíveis. Não preciso de uma teia frágil. Você deve estar de brincadeira comigo!

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- Vamos por essa trilha – sugestionou um dos malfeitores.

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- Ninguém passou por aqui. Tem até teia de aranha. Acho melhor procurarmos por outras trilhas – respondeu outro, e foram embora.

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“Seja feita a tua vontade” (Mateus 6.10) é a garantia de ter todas as orações atendidas. Jesus orou dessa forma (Mateus 26.42). A vontade de Deus sempre acontece. Não a nossa, mas a de Deus. Assim como o farol para a nau, e a terra firme para a embarcação. A fé na providência de Deus é o porto seguro onde o cristão deve ancorar suas petições.

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Precisamos entender que nem sempre as coisas acontecem da forma que pedimos ou pensamos (Efésios 3.20). O molde de Deus prevalece sobre o nosso. Ele é oleiro. Nós, os vasos. Não podemos ensiná-lo. Quem dá a forma tem querer próprio. Ele está agindo agora. Ele está trabalhando por você e em você. Que belo trabalho sairá!

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Pedir por anjos e receber insetos. Clamar por muralhas e receber teias... Isso não significa oração sem resposta. Eis o desafio: acreditar no que não se pode ver. Isto é fé (Hebreus 11.1). A linguagem divina é diferente da nossa (Isaías 55.9). Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? (1 Coríntios 2:16a).

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Mesmo não entendendo nada agora, saberemos tudo depois (João 13.7). Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes (1 Corintios 1.27b). Nos momento mais árduos da vida, devemos orar, suplicando pela vontade divina. A providência sempre vem. Jesus a trará. E, caso o resultado não lhe pareça muito convincente, não se preocupe: os seus inimigos acreditarão.

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Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida; voltem atrás e envergonhem-se os que contra mim intentam o mal (Salmos 35:4).

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quarta-feira, 16 de março de 2011

O Significado do Tsunami

“Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima” (Lucas 21:28 ).
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O dia 11 de março de 2011 deixou motivos para ser lembrado. Se bem que os japoneses preferem esquecê-lo. Exatamente às 14h46 daquela sexta-feira ocorreu o maior terremoto da história do Japão. Com magnitude de 8,9 numa escala que vai até 9, os tremores geraram o maior tsunami da história do país. As ondas gigantes de até dez metros varreram cidades inteiras, matando centenas de pessoas.

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Alguém pergunta: “Por que Deus permite essas coisas”?
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Freud e Nietzsche diriam: “Temos uma prova de que Deus não existe“!
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Dalai Lama e Kardec gritariam juntos: “Deus não está preocupado com a humanidade”.

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Jesus comentou o assunto: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima [Grifo nosso] (Lucas 21:28 ).

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A fé e a esperança não têm dúvidas: “Jesus está voltando”!

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O conselho é bem diferente daquele a que estamos acostumados: “espere sempre o pior”. Sinta dor de cabeça e aguarde uma forte gripe. Veja o chefe irritado e espere o aviso prévio. Ouça de uma queda na bolsa de Tóquio e acredite que você entrará na lista dos endividados. Pense... Idealize... Imagine problemas e crie outros maiores.
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Deus afirma que o melhor está por vir. A voz do nazareno sussurra aos nossos ouvidos: Veja as calamidades mundiais e tenha confiança, pois “a mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo” (João 16:21).
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As gerações passaram a vida perguntando o porquê das catástrofes, acidentes, doenças, mortes... Deus providenciou um profeta para cada uma delas. “Está próxima a sua hora” (Isaías 26:7). “Está perto” (Jeremias 22:23; 48:41). “A criação já sente as dores de parto” (Romanos 8:22; Gálatas 4:19). Se referindo à igreja, João disse: “E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. (Apocalipse 12:2). As últimas palavras do Senhor no Santo Livro são a profecia contemporânea: “Certamente cedo venho” (Apocalipse 22.20).
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O que o nascimento de um filho significa para a sua mãe, a vinda do Filho de Deus representa para os cristãos. Quando as contrações se tornarem mais intensas, alegre-se! Aproxima-se a chegada da “nova vida”. Em instantes, berros de desespero darão lugar a gritos de alegria. Você não precisa ficar para sempre correndo riscos na UTI do desconforto global. Experimente seu novo lar. Vá com Jesus para o lugar que Ele preparou (João 14:3).

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Enjôos, inchaços, privações e ansiedade são apenas o prenúncio do melhor. Terremotos e tsunamis nos convidam a olhar para cima: “a redenção está próxima” (Lucas 21:28). Nascimento aponta para começo ou recomeço. Outra proposta melhor? O Senhor nos convida a darmos os primeiros passos na cidade indestrutível (Hebreus 12:22), recebermos novo nome (Isaías 62.2; Apocalipse 3.12), sermos conduzidos nos braços de Jesus e habitarmos para sempre com o Pai (1 Tessalonicenses 4:17).
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O tsunami japonês é como o norte para a agulha da bússola. Como o alvo para o atirador. Como o pódio para o corredor. Ele aponta o porquê dos acontecimentos. Ele mostra que o Criador existe. Ele assegura que não existem mortes no céu. Alguém lá em cima preocupa-se conosco. A esperança gerada nos corações fiéis em breve receberá vida. O enxoval já está preparado. A casa, mobiliada. A passagem, comprada. O novo endereço nos espera.
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Estou de mudança.
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Será um prazer poder viajar com você.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

A Manchete do Futuro

“Quem nos separará do amor de Cristo: A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Romanos 8:35).

Se o sofrimento fosse a causa última de todas os problemas que nos afligem, estaríamos todos perdidos. Ler jornais, ouvir noticiários ou ver o caos no qual o mundo está mergulhado não é a melhor forma de começar bem o dia. Ler. Ouvir. Ver. Nada é estimulador.


Doenças incuráveis, mortes súbitas, acidentes e assassinatos pintam o quadro cataclísmico do planeta que caminha para a autodestruição. Morre uma pessoa cada vez que respiramos. Então, o que faremos? Parar de respirar ou respirar menos não é a solução. Se a vida é a maior causa da morte, quais são as nossas chances?


“Venham e vejam! Compre o Jornal do Dia e leia as notícias da última sexta feira”! (Anunciava o vendedor de jornais).


Caso você não tenha lido o jornal daquele sábado, vou informar-lhe a respeito: “E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona” (Marcos 15.33). Três horas de apagão total. Dificilmente percebia-se um palmo à frente do nariz. Apenas a sombra de duas estacas em forma de cruz, os gemidos de um homem e o espanto das multidões.Por alguns momentos, a Luz do Mundo apagou (João 9.5). A Água da Vida secou (João 4.14). O Pão da Vida desfermentou (João 6.35). A Rosa de Sarom murchou (Cantares 2.1). O Leão da Tribo de Judá rugiu pela última vez (Apocalipse 5.5). E a Vida morreu.


“E Jesus, dando um grande brado, expirou” (Marcos 15.37).


Haveria cenário pior do que o universo em desgoverno? A morte de Jesus pareceu o fim já no começo. O início da calamidade que levaria ao fim prematuro. O sonho de liberdade acordado no pesadelo de ouvir os repórteres publicarem: “Ele está morto”! Pedro negou que o Cristo crucificado fosse o seu Senhor. Os dois discípulos reclamaram no caminho de Emaús. Você e eu, reclamamos e negamos todos os dias.


Murmuramos dos dias maus. E o pior: vivemos negando através de ações a realidade de que as agonias daqui são momentâneas. As tribulações do tempo presente não podem ser comparadas com a glória a ser revelada (Romanos 8.38), porque “TODAS” as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8.28) [grifo nosso]. A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada ou qualquer outra coisa acaso não estariam inclusos quando o Senhor diz “TODAS”.


Precisamos LER a história da cruz: ela narra a vida, morte e ressurreição de Jesus. Necessitamos OUVIR todos os dias a mensagem de Cristo para ter confiança. Não devemos deixar de VER tudo se repetindo nos dias atuais. Foi o próprio Jesus quem disse: “Quando essas coisas começarem a acontecer... a vossa redenção está próxima” (Lucas 21.28). Se, por um lado, a morte de Cristo foi a notícia dos principais jornais do sábado, a ressurreição do Filho de Deus tornou-se novidade na boca dos que criam: Ele ressuscitou (Mateus 28.8)!


As horas difíceis da sexta-feira negra não impediram o triunfo do domingo azul. A luz voltou a brilhar, a flor a perfumar. O que aconteceu aos males que afligiam Jesus mostra o que sucederá aos nossos. O dia do triunfo virá! Deus geralmente usa o caos como matéria prima do progresso. O fracasso como ingrediente para o sucesso. E as nossas vidas para provar que tudo isso é possível. A ressurreição aponta-nos a saída. Há novas de grande alegria, que será para todo o povo (Lucas 2.10). Isso não exclui nenhum de nós dois.


Posso prever a manchete dos próximos dias: "VENCEDOR PORQUE CREU"!


Advinha que nome vai aparecer na foto colorida de meia página?


Será que é aquele que consta na sua carteira de identidade?


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Todos os Dias

“E eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mateus 28:20b)



O filho do único caçador de uma aldeia gostava muito de estar com o seu pai. Destemido, ousado e rápido, o caçador afastava do garoto qualquer situação que lhe oferecesse risco aparente. Sem companhia do pai, seria muito difícil caminhar na perigosa floresta. Sem aquela proteção tornaria-se impossível voltar para casa vivo.



O menino foi crescendo e precisou estudar. Nos primeiros dias, o velho e experiente caçador o acompanhava pela mata fechada até o portão da escola. Com o passar do tempo, o rapazinho passou a ir sozinho. Com a prática, já fazia todo o percurso sem perceber a falta do pai.



Um certo dia ocorreu o temível. Sobreveio a calamidade. Todos os temores de anos atrás se concretizaram em um grande urso bem à frente do rapaz. Ele desejou a presença de seu pai ali. Enquanto isso, a criatura de uns dois metros de altura avançava rapidamente em direção à presa, até que o estampido da arma do pai caçador fez o bicho tombar.



O lobo no caminho da Chapeuzinho Vermelho e dos três porquinhos. A rainha malvada na trilha da Bela. O urso no itinerário do jovem da nossa história. O adversário rodeando os primeiros crentes. A preocupação no caminho dos doze discípulos de Jesus. Ter que enfrentar o mundo sem Jesus não seria nenhum conto de fadas para aquela dúzia de homens inseguros.



- “O que será de nós sem o Senhor por perto”? – Interrogaram.



- “Mas eu não ficarei longe dos meus filhos. Estarei convosco para sempre”! – Foi a resposta.



“E eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” [grifo nosso]



Nem sempre ficar sem ver Jesus significa ficar longe dele. Quando pensamos que Deus está distante, ainda assim podemos tocá-lo. Ele nunca está longe o suficiente para não ser alcançado. Caso não o percebamos, isso não significa que não esteja por perto. Assim, jamais poderemos ir para um lugar onde a Sua misericórdia não possa atingir-nos. “Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós (Atos 17:27). [grifo nosso]



A Bíblia está recheada de provas da companhia divina nos instantes mais difíceis. Ele entrou com seu filho Daniel na cova dos leões. Com os três jovens na fornalha. Com Josafá na guerra. Com Mardoqueu na peleja. Com José no Egito. Com Israel no deserto. E com o rapaz no caminho das feras. “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos (Malaquias 3:6). Ele esteve com os fiéis do passado longínquo.



O Senhor foi encarcerado com Paulo e Silas. Foi companheiro de cela de Pedro. Falsamente acusado com Estevão. Deportado com João para a ilha de Patmos. Também perseguido com os primeiros cristãos. O escritor aos hebreus nos garante que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hebreus 13:8). Ele esteve com os fiéis do passado mais recente.



Jesus também está com os fiéis contemporâneos. Somos filhos de Deus: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26). Ainda que estejamos aparentemente sozinhos na estrada para o céu, existe um general bem ao lado. Talvez você não O veja, mas durma com Ele. Convide-o para passear pelas ruas. Tenha-o como companheiro de trabalho. Aceite-o como colega de classe. Almoce e jante com Ele. Receba-o como Pai (Tiago 1:17).



O caminho para o céu é longo (Hebreus 12:22). A caminhada oferece alguns riscos e desafios. Existem rumores de gigantes por entre as árvores e ameaças nas montanhas. O Adversário pode está entre elas. Ele pode até estar vindo na sua direção.



Não se preocupe. Não se aflija.



Espere o tiro certeiro que o deterá!



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