domingo, 16 de janeiro de 2011

Solução na Cruz


Há dois mil anos, o Verbo [Deus] se fez carne [humano] e habitou entre nós [terra] (João 1:1,14). O anjo anunciou o seu nascimento: “E ela dará à luz um filho”. Também prescreveu como o chamariam: “e lhe porás o nome de JESUS”; e indicou sua missão: “porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:21).


JESUS significa SALVADOR no hebraico. E, para ostentar o título de Salvador e o propósito para o qual foi enviado, Jesus precisou subir numa cruz (Colossences 1:20).


Espere um pouco: subir numa cruz? Melhor seria subir no trono, no palco ou no gabinete! Não estamos diante do Salvador do mundo? Do substituto do trono de Herodes? Do revolucionário que fará uma reforma política em Jerusalém? Do mais novo líder da mais nova religião? Ora, não estamos nos referindo Àquele que alimentou multidões famintas, curou vários doentes, ressuscitou mortos e perdoou pecadores?


“Haveria destino mais cruel que a morte! Jesus, você pode esquecer esta parte: o Senhor não precisa morrer” – resmungou um dos discípulos no dia da revelação (Mateus 16:22). Por que Deus permitiria tamanha crueldade? Como Deus faria surgir algo bom desse sofrimento? Como ter esperança em meio a tanta agonia? - Resmungamos nós todos os dias.


A cruz nunca foi vista com bons olhos pelos seguidores do Mestre. Nem por nós. Rude demais para ostentar o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (I Timóteo 6:15; Apocalipse 19:16); Vulnerável ao extremo para ser o quartel general daquEle que implantaria o Reino de Deus (Marcos 1:14). Insuficiente para indicar triunfo. Fútil demais para inspirar.


Até os inimigos pensavam assim:


“O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Também os que com ele foram crucificados o injuriavam” (Marcos 15:32). Ninguém o viu fazê-lo para que tivesse esperança. Até os ladrões crucificados com Ele o humilhavam. Aparentemente, a cruz era o fracasso do Filho de Deus.


Apenas aparência. Na realidade, ela é a resposta. Ela resolve todas as questões. Ela tira todas as dúvidas. Ela mostra que há possibilidade de triunfo em meio ao fracasso. Jesus subiu no madeiro apenas para fazer descer do céu a solução. E, uma vez emanada da cruz de Cristo, todos podem usufruir dos seus benefícios (Efésios 2:13).


Não é à toa que a cruz é um sinal positivo: “+”. Ela quer dizer que as nossas dúvidas foram subtraídas: “-“, porque do céu desceu a solução: “l”. Ela é vertical (Tiago 1:17). Assim, temos “-“ mais “l” igual a “+”. A cruz é a subtração dos fardos. Por meio dela Jesus os levou sobre si (Isaías 53:4). Mas, é através dela que Ele nos acrescentou fé e esperança.


O martírio de Cristo simboliza a vitória. A crueldade e o sofrimento pelos quais o Senhor passou foi o preço. Ele pagou o suficiente para comprar. Os gemidos de agonia foram a moeda. O que segurou Cristo naquela cruz não foram os cravos: foi o desejo de trazer-lhe a resposta. Paulo tinha motivos para alegrar-se: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo” (Gálatas 6:14).


A partir de hoje, aconteça o que acontecer,


Não questione,

Não reclame,

Não murmure!

Apenas aceite a solução da cruz.


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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Preço da Liberdade

“Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens” (I Coríntios 7:23)

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Imagine uma criança indo ao mercado vender um pássaro preso numa gaiola.

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- Pago dois reais pelo bicho! (Berrou o primeiro comprador)

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- Não, obrigado! O pássaro é bom. Espero negócio melhor. (Respondeu o menino)

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Como o negociante desistiu de aumentar a oferta, alegando que havia muitos pássaros para serem vendidos, o menino seguiu pelo caminho. Já no mercado, um comerciante ofereceu três reais. Outro, quatro. Outro, cinco.

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Enquanto insistia que o pássaro valia muito mais que isso, o menino rejeitou vinte reais e voltou para casa.

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No caminho, um peregrino se compadeceu da cena e ofereceu cem reais pelo pássaro. O comprador disse que queria apenas o animal e que aquela prisão poderia ficar com o menino. Mesmo sem entender o interesse daquele desconhecido em oferecer tanto pela mercadoria, o moleque aceitou. O novo dono, imediatamente após pagar pelo bichinho, soltou-o, para espanto do garoto.

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Deus e o Diabo travaram guerra para comprar a humanidade. A sua vida e a minha foram juntamente postas em leilão. Cada comprador começou a ofertar. Satanás prometeu dar prazeres ilimitados, fama, poder e riquezas em troca das vidas. Mas, em contrapartida, deveríamos servir-lhe fielmente dentro de um quadrado de grades. Como as vantagens pareciam imensas, e os custos baixíssimos, fomos vendidos para a escravidão do pecado.

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Insatisfeito com a situação, Jesus resolveu ofertar o maior valor - a sua própria vida. Pelo que diz a Bíblia: “...não foi com coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados..., mas com o precioso sangue de Cristo...” (I Pedro 1:18,19). Dessa forma, fomos transformados em propriedade de Deus: “Não sois de vós mesmos (I Coríntios 6:19b). Isso quer dizer que não somos donos dos nossos próprios narizes. Alguém os comprou por bom preço (I Coríntios 7:23). E não somente eles, mas também todo o corpo: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo de Deus (I Corintios 6:19).

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No livro do Apocalipse, temos indicações de anjos dizendo sobre Jesus: “Porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação” (Apocalipse 5:9).

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O valor do pássaro não era aquele de menor oferta. Mas ele valia muito mais. Na realidade, ele valia o preço pelo qual foi adquirido. Jesus lhe comprou e lhe vestiu numa camisa com a seguinte inscrição: COMPRADO. Você foi vendido para aquele que pagou mais. Ele o comprou e abriu a gaiola. A prisão não deve fazer parte da sua vida. Ela não precisa ser a sua casa.

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Justamente você, que sofreu com as drogas, com os vícios, com as paixões da carne e passou a vida inteira preso nas garras do pecado. Agora estás livre.

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Jesus quer dizer três frases para você: EU TE COMPREI. VOCÊ ME PERTENCE. EU TE DEIXO VOAR!

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A partir desse momento, passo a entender que toda e qualquer oferta de preço torna-se inútil para mim. Estou impossibilitado de negociar a minha própria vida. Se alguém quiser me ter como escravo prisioneiro, negocie direto com meu novo dono!

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Incalculável Amor Divino

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Lucas 1:31c).


Um dos elementos mais procurados da terra não pode ser achado no banco comum. Procure-o no bilhete da loteria, e ficará frustrado. Pague-o pelo prazer momentâneo, e seja roubado dele por toda a vida. Mergulhe no mar da promiscuidade intentando encontrá-lo, e afogue-se no oceano da decepção prematura.


O verdadeiro amor não está à venda no Shopping Center da cidade, em catálogos de revistas ou em algum “0800” tipo disk-pizza.



Para desfrutá-lo, basta querer!


[...]


Os grandes depósitos de petróleo são encontrados na distância de centenas de metros para baixo. Os homens, a fim de achá-lo, sacrificam-se como quem busca a única agulha do palheiro. E, se o acham, logo tentam mensurá-lo. Assim, a equipe de técnicos em recursos energéticos entra em ação com suas máquinas e computadores sofisticados.


“Não temos valores exatos! Impossível calcular!! Apenas idéia” – concluem os profissionais.


Toda a tecnologia, planilhas informatizadas e robôs não conseguem dar a quantidade exata de petróleo que existe sob o solo. Ele está em lugar sigiloso. Oculto. Inatingível. Nenhum esforço humano assegura a sua compreensão total. Parece um enigma. Um “x” insolúvel.

Mas existe algo ainda maior que todas as coisas conhecidas. E, que embora não possa ser medido, está ao alcance de um olhar na direção da cruz:



“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

O amor divino é bem maior que todas as jazidas da terra. Bem mais valioso que todos os minerais preciosos. Inexistem meios que o calculem. Todas as fitas métricas do mundo inteiro, coladas umas nas outras, são insuficientes. As planilhas ou calculadoras são insuficientes para o amor divino. E mesmo, não cabendo dentro das máquinas, não é inatingível pelas pessoas comuns.


Para percebê-lo, esqueça as escavadeiras, sondas ou submarinos. Não necessitamos olhar para baixo ou em qualquer outra direção, senão permanecer “olhando para Jesus, o qual... suportou a cruz” (Hebreus 12.2). O sacrifício de Jesus é como a lupa que amplia e facilita o entendimento (João 15:13). Você não acharia algo assim em outro lugar, senão no Deus de amor (1 João 4:8,16; 2 Corintios 13:11,14). E Ele não faria isso caso não fôssemos queridos por Ele.



Sacrifícios em busca de outras riquezas são desnecessários. As penitências foram abolidas. O preço por nos amar Jesus já quitou. Não precisamos pagá-lo. O verdadeiro amor, tão desejado, Ele já o provou ao dar a vida por nós. O amor de Deus torna-se acessível a todos quantos acertam a direção.


E, ainda, nesse exato momento, está bem diante dos nossos olhos.



quinta-feira, 29 de julho de 2010

Importantes para Deus

"Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta" (Jeremias 1:5).

Quem não conhece a história de Jhoshy, acredita que o jovem-senhor esteja treinando para garoto-propaganda de creme dental. Ele está quase conseguindo morder a própria orelha de tanta alegria. Desde que a cegonha prometeu um herdeiro para este ano, se sorrisos valessem centavos, nove meses seriam suficientes para ficar rico.

[...]

Donna usava vestido preto na noite do estudo bíblico. É incrível como ela pôde capturar um coração. E não é qualquer um. É aquele que pulsa dentro do peito de quem escreve esta reflexão. Sem truques, simpatias ou arçapões, a moça bonita e simpática entrou pelas veias cardíacas e se instalou. Como as artérias fecharam as portas de saída, não tem mais como ela fugir de lá. Estou determinado a conviver para sempre com isso. Sorte minha. Não podemos dizer o mesmo dela.

[...]


Não fosse o olhar clínico de Jesus, ninguém o teria percebido. Afinal, é realmente difícil prestar atenção em um sujeito de 1,5 metros de altura e 92 centímetros de cintura. Ainda mais, quando ele está em cima de uma figueira. Lucas nos diz o motivo de ter escalado aquela árvore: "E procurava ver quem era Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura" (Lucas 19:3). Com estatura insuficiente para pôr um rato em fulga, não restou-lhe outra alternativa para chamar a atenção.

Agora, procure Zaqueu na lista de criaturas desejáveis, e fique frustrado (Lucas 19:7); nunca lhe dedicaram um fã clube. Pesquise fotos no Google, e esqueça a idéia de colocá-lo como papel de parede; nunca foi indicado para o prêmio de galã do ano. A revista "Celebrities" não lhe dedicaria sequer uma única página; ele nunca foi citado na mídia televisiva. Ninguém o lembra. Ninguém o deseja. Ninguém se importa. Só Jesus.

A multidão que acompanhava o Nazareno não pararia para aquele homem; Jesus parou a multidão por causa dele.
Pergunte desde quando ele é importante pra Jesus, e ouça a voz meiga responder: "-Desde Sempre". Antes mesmo que o menino de calças-curtas pudesse subir em árvores, já fazia parte da galeria dos amados (1 João 3:1; Apocalipse 3:9). Em posição fetal, Zaqueu já era conhecido de Deus (Jeremias 1:5) e o Senhor o alegrava (Salmos 139:13). Antes que viesse a existir, Deus já tinha a foto dele no porta-retrato da Sua escrivaninha (Isaías 49:16). Jesus se importou com Zaqueu, ao ponto de querer jantar em sua casa (Lucas 19:5).

[...]

O que uma criança pode oferecer aos pais, senão gritos e fraldas sujas? Mas pergunte para Jhoshy se ele se importa com isso. Um bebê não nos faz declaração de amor, mas ficamos felizes por poder amá-lo. Ele não nos agradece o esforço, mas ficamos satisfeitos pelo que fizemos. A realidade dele existir já é o grande motivo de tantos risos e de tanta alegria. Jhoshy quem o diga: Ele já perdeu inúmeras noites de sono, imaginando como seriá. Aquele moleque é muito importante para o Jhoshy.

[...]

Donna sempre foi moça simples. Sem decotes ou pinturas, acenos ou insinuações. Ela não precisou de esforço para fazer o coração disparar. O amor não exige muita coisa para acontecer. O sentimento é o suficiente. Nenhuma palavra foi dita naquela noite. Nenhum som. As mais belas frases de amor são proferidas no volume das vibrações do coração. A melodia que elas produzem são a canção que embala os sonhos, e declaram o quanto Donna é importante para mim.

[...]

O que o filho de Jhoshy, Donna e Zaqueu têm em comum? Eles são importantes para alguém. E todos nós, para Deus. E o melhor de tudo é que não precisamos oferecer-lhe muita coisa; Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). Não necessitamos de ornamentos para chamar-Lhe atenção; Ele simplesmente sentiu-se atraído por nós (Isaías 44:1). Somos exatamente da forma que chama a atenção de Deus. Quer estejamos em árvores ou templos; quer vistamos terno preto ou jaleco desbotado; quer lhe ofertemos dízimos ou fraldas;
nada diminuirá a nossa importância para o Senhor.

Tem gente batendo na porta. Alguém resolveu jantar conosco. Pode ser o Mestre querendo pernoitar. Sorte nossa!

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Espetáculo do Perdão

"E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais" (João 8:11b).


As cortinas estavam por se abrirem. Todos haviam esperado aquele momento. Vendedores de lanche se preparavam para os clientes; jornalistas, para as manchetes; juristas e magistrados, para o julgamento. carrascos se armavam com pedras e crianças, com pipocas nas mãos. Afinal de contas, poucos instantes faltavam para o espetáculo começar.

Rodeada de incertezas e de um punhado de escribas e fariseus que a arrastavam para o tribunal, a senhora Madal tentava conformar-se com a idéia da morte vir primeiro que a aposentadoria. Lembrou da sua família, seus parentes e amigos. O erro cometido não teria volta. Arrepender-se já não era possível. Nenhum ouvido sensível. Nenhum olhar de compaixão. Nenhuma mão de socorro. Nenhum defensor... Nada de nada... Até encontrar Jesus.


"-Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando" (João 8:4), acusou o fariseu, apontando o indicador no rosto enxarcado de lágrimas. Antes que houvesse defesa, um escriba decretou a sentença: "-Na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas"; e, ainda: "Tu, pois, que dizes?" (João 8:5). Prestemos atenção na frase: "Tu, pois, que dizes"? Qual a opinião de Jesus? As pessoas diziam: "-Você é uma pecadora"! "Você não merece perdão"! "Você precisa morrer"! Mas, efetivamente, o que diz Jesus?

As pessoas podem dizer o que quiserem a respeito de mim e de você
; ninguém as impede de acusar. Mas elas não podem nos condenar. Os escribas e fariseus costumam usar colírios de longo alcance. Eles conseguem enxergar a poeira no olho dos mortais há um quilômetro de distância, mas não percebem a trave que está há um centímetro acima do seus próprios narizes. São hipermétropes quando o assunto é auto-exame. São biônicos quando querem achar réus.
A senhora Madal não precisava deles. Ela não necessitava que apontassem os seus erros. Queria ajuda.

Ela sabia o que havia feito; e Jesus sabia o que fazer. O Senhor apontou o dedo para o chão e começou a escrever. (Salmos 9:4; 2 Timóteo 4:8). O Justo Juiz dispensou pergaminhos e escribas, papéis e escrivães, computadores e digitadores. Ele próprio escreveu... e na areia.
"Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela" (João 8:7), foi a condição que o Senhor deu para condená-la. Seria o mesmo dizer: "-Quem não estiver aqui, nos avise agora"; ou: "Se você for tetraplégico, levante as mãos e caminhe rápido até aqui, por favor"! Estranhamente, ninguém se enquadrava em nenhuma dessas alternativas.

Os acusadores, um a um, foram saindo. As cortinas foram fechadas. Os assassinos perderam a oportunidade de matar; os comerciantes, de faturar; os jornalistas, de serem promovidos. Os juristas foram devorar livros; e as crianças, comer as guloseímas em casa.

Jesus escreve propositalmente as nossas falhas e pecados na areia. Ele quer nos mostrar que o risco na poeira não permanece quando submetido ao efeito do vento do Seu Espírito (João 3:8). Para provar que a mácula do pecado não resiste ao sopro poderoso dEle, o Salvador encheu os pulmões de ar. A mulher encheu o coração de esperança. Jesus provoucou uma pequena ventania no pó e o pecado se desfez. O auditório esvaziou-se (João 8:9) e o espetáculo foi suspenso (Romanos 8:2).

As palavras meigas da absolvisão soaram como música nos ouvidos dela: "Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais (João 8:11). A cadeira elétrica foi desligada no último instante. O perdão evitou a fatalidade.
Foi maravilhoso para Maria Madalena saber que Jesus dispensa a opinião de terceiros. Ele já tomou decisão em nosso favor, quando morreu na cruz (Romanos 3:25; Efésios 1:7). Não estaríamos na fila dos perdoados, se dependêssemos dos escribas e fariseus. Não importa a quantidade de acusadores. No final, é apenas você e Jesus. Basta se arrepender, pedir perdão e esforçar-se para acertar na próxima.

O salário do pecado é a morte (Romanos 6:23), mas Jesus nunca precisou matar ninguém. O dono da vida (João 10:10;11:25) faz com que os mais terríveis pecados se transformem em rabiscos no chão, quando levados até Ele. Como resultado do Seu sacrifício, Ele, inevitavelmente, nos fez cair nas garras da poderosa graça de Deus.

Um roteiro diferente sempre é escrito na vida daqueles que buscam o perdão. Jesus nos dá uma nova oportunidade ao dizer: "Vai-te e não peques mais". O palco foi, mais uma vez, montado. Uma nova platéia está se compondo. Veja: "Todos estão olhando para você!! Ouça o barulho. Não são pedras, são palmas e pipoca! Parece que a platéia apreciou o espetáculo do perdão".

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Medo de Jogar Dados

"A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda a sua disposição" (Provérbios 16:33).

Naturalmente, os dados devem estar presentes em todas as partes. No entanto, às vezes, eles ficam guardados em uma caixinha, na gaveta de baixo do armário. Lá, não se pode vê-los, pois as gavetas ficam sempre fechadas, e os armários também.

Não são tocados; permanecem inacessíveis. Tornam-se desconhecidos; motivo pelo qual as pessoas sentem medo deles. Essa é a razão de ter sempre alguém perdendo a oportunidade de ganhar.

Se tem um vivente com motivos para não mais jogar dados, o nome dele é Malco. Uma vez ele tentou a sorte e... conseguiu "um seis", ou melhor, "uma sexta". Para ser mais claro, o soldado que prendeu a Jesus na "sexta-feira da paixão" não teve, a princípio, nenhum motivo para comemorar resultados. Claramente, a sorte passou por longe dele. De toda a turba presente, ele foi o escolhido para o prêmio de perder a orelha.

Parece até que Pedro sabia a história de Malco (Lucas 22:50; João 18:10). Quem sabe alguém viu ele jogar o dado, e resolveu contar ao discípulo de Jesus? Seria esse o motivo de Pedro ter amolado a espada? Sejam quais forem as respostas, o que não podemos questionar é o fato de que aquele não havia sido o seu melhor dia, ou melhor, noite. Quem já cortou o próprio dedo, sabe do que estou falando. Sangue geralmente não combina com sorte; nem espada, com esperança.

Uma pessoa medrosa guardaria o seu dado, por acreditar haver nele apenas uma face. O "seis" da madrugada de "sexta-feira" pode parecer sombrio demais. Alguém sempre diz: "-É melhor não arriscar de novo"! E, muitas vezes, preferimos aceitar o conselho, e esconder o dado. O medo dele repetir o fracasso anterior é tão grande quanto o pânico de falhar outra vez. Porém, Malco resolveu confiar em Deus (Salmos 27:3; 56:3).

Na vida, assim que recebemos consciência dos nossos atos, recebemos um presente. Ele tem vários lados. A sorte geralmente está em um deles. O problema aparece quando acreditamos que o nosso dado não tem todos os lados, ou apenas os desagradáveis. Nesses momentos, ficamos sem forças para tentar, sem ânimo para apostar e, principalmente, sem motivos para comemorar. O desfecho daqueles que desistem facilmente não poderia ser diferente de insucesso.

Já dizia Albert Einsten: "Deus não joga dados". Essas palavras soam como verdadeiras na pena de Salomão em Provérbios capítulo 16 e versículo 33:
"A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda a sua disposição". Isso é absolutamente verdade. Tão importante quanto entender que a sorte independe de nós, é acreditar que ela está nas mãos de Deus. No dicionário divino, o verbete azar não pode ser lido. A sorte é criatura dEle e obedece aos seus comandos. E, se nós estivermos no centro da vontade de Deus, também será nossa aliada (Romanos 8:28).

Malco poderia largar tudo no ar, e se agarrar à depressão; poderia decidir por fazer algumas economias, e ajuntar o suficiente para uma plástica; guardar a sorte na gaveta de baixo da desilusão; ou, ainda, escondê-la no baú da desconfiança e enterrá-la para sempre no terreno da murmuração. Mas, diante de todas as alternativas possíveis, ele resolveu apostar mais uma vez, e agora em Jesus.

A sorte de Malco mudou quando confiada aos cuidados do Nazareno. Ele acreditou que dessa vez poderia ser diferente. O Jesus que controla o universo (Isaías 43:13), facilmente controlaria a sua sorte. Na madrugada fria da sexta-feira, um soldado ferido vê o meigo Salvador caminhar em sua direção, e pedir: "-Deixe-me fazer algo por você"! Com a orelha numa das mãos e a outra livre para afastar-lhes os cabelos ensangüentados, o Mestre fez a cirurgia antes que alguém sentisse falta da anestesia (Lucas 22:51)!

Tendo Jesus ao lado, Malco teve segurança para apostar. Podemos fazer o mesmo? A madrugada sombria que você porventura esteja passando pode estar a um minuto de ser revertida (Efésios 3:20). Há um sol desejando brilhar, no novo dia que vai surgindo. Há flores querendo perfurmar, e há pássaros desejosos de cantar. Só depende de você. Jesus está disposto a ajudá-lo! Vale a pena tentar de novo! O Senhor te convida a jogar o dado novamente. Se vale um palpite: "Aposto que dessa vez você terá motivos para comemorar".

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Pódio dos Absolvidos

"E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas" (Atos 10:34).

Conheça o filho de Jonas. Se aprendermos com as suas falhas, mereceremos uma medalha de prata. Se conseguirmos não imitar os seus erros, seremos dignos do troféu de ouro. No pódio dos discípulos exemplares, ele só teria lugar se houvesse, no máximo, mais dois concorrentes.

Judas vendeu. Tomé duvidou. Tiago e João negociaram posições. Filipe pediu uma garantia. Mas Pedro foi além. Pela lógica... "- Negar Jesus publicamente!? É, Pedro... você agiu errado" (diria o mais gabaritado promotor de justiça)! "- Pena máxima. Regime fechado e inafiançável" (seria a decisão do júri)! "- Decretada a sentença" (ao som do martelinho, seria o veredito do juiz)! Sem nenhum motivo para imitá-lo e todos para condená-lo, você e eu aplaudiríamos a decisão judicial.

Agora imagine que o caso pode não ser excessão. Será que mais alguém poderia errar dessa forma? Alguma vez na vida já cometemos falhas? Falamos mentiras? Ocultamos a verdade? Maltratamos as pessoas? Pensamos ou fazemos coisas desagradáveis a Deus? Será que quando isso acontece, estamos, de alguma forma, negando a Cristo? Se você nunca errou, tenha misericórdia de quem está escrevendo esta reflexão. Eu já errei. Ou melhor, erro... diariamente.

Deus é justo. Justiça seja feita! Mas por que será que não estou preso, nem você? A resposta para essa questão foi dada, por Jesus, há dois mil anos atrás: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois me ungiu para... pregar liberdade aos cativos... a pôr em liberdade os oprimidos" (Lucas 4:18,19). Se assim não fosse, a terra estaria murada de grades.

Graças ao esforço do nosso Advogado - Jesus (1 João 2:1), fomos livres da condenação (Romanos 8:1). Pelo que recebemos vestes de salvação (Isaias 61:10), em lugar de modelitos listrados; anel no dedo (Lucas 15:22), em lugar de algemas nas mãos; nome escrito no Livro da Vida (Apocalipse 3:5), ao invés de uma ficha criminal. Liberdade eterna em Cristo (Gálatas 2:4), no lugar de prisão perpétua. Isso explica o motivo de Pedro ter sido salvo por um triz, e nós.

Jesus assumiu voluntariamente todos os nossos erros, falhas e pecados (1 Pedro 3:18). Isso rendeu-lhe um castigo e uma sentença dolorosa: "-Pena de morte"! No pódio das três cruzes, Jesus ocupou, sem merecer, o primeiro lugar. Uma coroa de espinhos foi o troféu e a morte, a recompensa pelos nossos pecados. Clamando em alta voz, Jesus finalmente expirou. No entanto, a premiação do Gólgota ainda é eficaz, pois Ele ressuscitou. Jesus vive e continuamente advoga as nossas causas (1 Timóteo 2:5; Romanos 8:34).

Ainda que sejamos desprezados, maltratados, julgados e condenados pelos homens, Jesus sempre estará disposto a oferecer perdão. Pedro reconheceu que Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34), e isso deve nos alegrar. Aqueles que erram menos, não são mais perdoados por Deus que nós. Ele ama a todos igualmente. Uma vez libertados das cadeias do pecado, o Senhor nos dará forças sobre ele. E, assim, teremos fiança divina para viver em liberdade.

Os Pedros ao redor do mundo têm motivos de sobra para comemorar. O pódio dos absolvidos tem vaga para cada um deles. As noites de cativeiro acabaram. Os dias de liberdade chegaram. Troquemos as celas pelos corredores da graça de Deus. Atravessemos os muros de segurança máxima, e cheguemos ao lugar que Ele deseja. A festa da alforria custou caro, mas não precisamos pagar nada. Alguém já perdoou a dívida, faz dois milênios.

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