segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Onde Está o Pai?


"Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" (João 14:9)


Filipe e seus irmãos nunca tiveram motivos para insatisfação. Afinal de contas, o carpinteiro de Nazaré sempre fez a sua parte. Em certo sentido, foi o nazareno aquele que os levou à escola, brincou com eles no parque e ficou ao lado das caminhas até que o último começasse a ressonar.

Muito mais que um simples professor, Jesus foi seu Mestre (Mateus 23:10). Não os considerou apenas colegas, mas chamou-os de amigos (João 15:15). Não se contentou em tê-los como enteados, mas adotou-os como filhinhos (João 13:33).

Imaginemos um de nossos filhos olhando para nós e pedindo: “Mostra-nos o Pai” (João 14:8)! Você perguntaria: “Que Pai? Não estás vendo que eu sou o seu Pai” (v. 9)?! E explicaria: “Sou eu quem te gerou. Acompanhei você... Fui a primeira pessoa a te socorrer quando gritastes por mim. Nunca te deixei faltar nada. Quando chorastes, lembra que te tomei no colo e disse: calma, filho; Eu estou aqui”?! E você ainda sente a necessidade de um Pai? Não me consideras suficiente?

E você, caro leitor? Alguma vez já perguntou quem é seu Pai ou onde Ele está? Já sentiu-se desafortunado, mesmo sabendo que o Pai celestial não lhe deixa faltar nada (Mateus 6:26)? Já sentiu-se na solidão, mesmo sabendo que o Senhor não te deixa por um só momento (Mateus 28:20)?

Já sentiu-se esquecido por todos, mesmo sabendo que Deus lembra de você a cada instante, ainda que a sua mãe esqueça de você (Isaías 49:15)? Já desejou um Pai, mesmo sabendo que o afago paterno de Jesus nunca te faltou (Isaías 41.10,13)?

Deus não seria um Pai injusto, a ponto de pôr seus filhos no mundo e os abandonar em seguida (Deuteronômio 31:8). Não fomos criados para sermos entregues à própria sorte, pois temos um Pai bondoso que cuida de nós (Lucas 11:13). Nos momentos mais laboriosos, se utilizarmos as lentes de Jesus, poderemos olhar para Ele e vê o Pai bem pertinho (João 14:9)

Não perca tempo... converse com Ele. Ah!, já sei: Você não sabe por onde começar. Aqui vai uma sugestão: Que tal iniciar chamando-o de Pai??


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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Seeeeeeentido!!


“... e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, e expulsavam muitos demônios”
(Marcos 6:7b,13a)

A vida humana é cheia de combates. E, mesmo que pareça ironia, o mais “sangrento” de todos ocorre no campo espiritual, pois está escrito que “não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. (Efésios 6:12).


Não espere um inimigo com ogivas, tanques e metralhadoras automáticas, mas com artilharia pesada e irresistível. A humanidade sucumbiu no Éden diante da tentação. Para derrubar o poderoso Nabucodonosor, ele o opositor usou o orgulho. Para derrotar o forte Sansão, ele usou uma mulher. Para nocautear o guerreiro Davi, ele lançou mão da cobiça.


Todas as investidas da milícia inimiga se concentram num objetivo: afastar o homem de Deus por meio do pecado (Êxodo 8:23; Isaías 59.2). Por quê? Satanás é estrategista há milhares de anos (João 8:44). Ele sabe que um soldado não sobreviverá caso despreze as instruções do Seu Comandante e afaste-se da tropa.


Satanás sabe que não pode derrotá-lo enquanto você estiver debaixo da proteção de Deus (Isaías 27:3), então fará de tudo para afastá-lo. Por isso, vive lançando ao homem propostas para que o mesmo troque de capitão (Números 14:4).


Não nos enganemos: o Senhor dos Exércitos é a nossa fortaleza (Salmos 46:7). Ele nos garante o sucesso. Salomão afirmou que “Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do SENHOR vem a vitória” (Provérbios 21:31). Paulo assegurou que por intermédio de Jesus Cristo seremos vitoriosos (1 Corintios 15:57).


Amados, somente Jesus nos dá poder sobre os espíritos imundos (Marcos 6:7b,13a). Não vale a pena lutar sozinho, há um exército que intercede por você – a igreja (Apocalipse 8:4); e um Comandante, diante do qual todos os teus adversários (demônios) se “derretem” de medo (Salmos 46:6).


Sigamos o conselho de Paulo: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Efésios 6:11) e saiamos para a luta até que o “Deus de paz esmague a Satanás debaixo dos nossos pés” (Romanos 16:20). E lembre-se: se as tuas lutas são constantes, é um bom sinal de que você ainda não foi vencido.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Quer Saber da Resposta?

A natureza revela a criatividade de um Deus dinâmico. Basta observar as estações do ano, as fases da lua ou as cores do céu para crermos na "multiforme sabedoria de Deus" (Efésios 3:10). O Criador não se detém a manuais técnicos, humanos e repetitivos. Ele geralmente age de maneira imprevisível (v. 20).

Muitas vezes desejamos por uma resposta divina, mas não a compreendemos quando a mesma chega (Isaías 55:8). Isso acontece porque costumamos esperar que o Senhor atue exatamente da maneira que esperamos ou conforme experiência passada. Deus tem formas diferentes de trabalhar, no que diz a Palavra "Deus sempre faz coisas novas" (Apocalipse 21:5).

Corremos o risco de ficar olhando fixamente numa direção e não conseguir enxergar a resposta divina há um palmo do nariz. Não é de adimirar se, nesse instante, sentirmos a mão de Deus tocar em nosso ombro e uma voz dizer meigamente: "Ei, rapaz! Eu estou bem aqui" (Atos 17:27).

Em toda a Bíblia, o Senhor sempre se utilizou de diversos meios para dar respostas ao Seu povo. Para responder a Moisés, Ele usou a sarça ardente (Êxodo 3:2); para Davi, a pedrinha (I Samuel 17:49); para Jeremias, a vara de amendoeira (Jeremias 1:11); e para a humanidade, Ele fez uso da cruz (Efésios 2:16).
No caminho de Emaús, Jesus, após a ressurreição, "manifestou-se de outra forma" aos dois discípulos (Marcos 16:12). Vale lembrar, ainda, que a compreensão da revelação de Deus depende de quão perto estamos dEle. Obedecer, orar e ler a Palavra são os primeiros passos.

Se você está buscando uma resposta de Deus há algum tempo, há grande possibilidade de você ainda não ter percebido o que Ele lhe respondeu. Pare agora e pense nos sinais que vem recebendo (Hebreus 3:15). Certamente Deus tem falado ao seu coração, se não antes, talvez agora através desta mensagem.



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Segredo da Bênção

Nas regiões áridas da cidade de Samaria encontramos o Mestre. Seus pés empoeirados e os cabelos colados ao suor do rosto o denunciam: "Ele precisa de água"! O Jesus-humano provavelmente não havia comido e nem bebido até aquela hora (quase meio dia).

Os discípulos foram comprar comida na cidade. Nesse momento, Jesus aproveitara para descansar junto ao poço de Jacó, quando veio uma mulher samaritana buscar água e Jesus lhe pede: "Dá-me de beber". O pedido soou estranho para ela: "Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?" (João 4:9).

Para você, a solicitação também pode causar surpresa, mas por outro motivo: Deus não precisa de nada! Jesus poderia fazer água jorrar do poço, da terra, do nada... (Mateus 28:18). O dono de todos os mares, rios e fontes do mundo (Salmos 24:1) suplicou a uma pobre mulher samaritana um pouco de água. Por quê?

A resposta é dada no versículo seguinte: "Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" (v.10). Jesus, assim pediu, não porque precisasse de alguma coisa, mas simplesmente porque queria dar-lhe algo melhor.

Eis uma grande verdade bíblica: "É melhor dar do que receber" (Atos 20:35). Abraão entregou sua parentela, tornando-se o pai de muitas nações (Gn 12:1; Gn 17:4). Isaías entregou seus lábios e Deus o fez ser o maior profeta messiânico (Isaías 6:8). Da mesma forma, se nós entregarmos as nossas vidas a Jesus, receberemos cem vezes mais aqui na terra e, no futuro, a vida eterna (Marcos 10:28-30).

Assim, toda vez que o Senhor pedir-lhe algo não se entristeça, mas alegre-se pela oportunidade de ser abençoado. Aqueles que são fiéis no pouco, o Senhor os abençoará com a fartura (Mateus 25:23). Se desejamos desfrutar das bênçãos divinas, precisamos entregar voluntariamente as nossas vidas pela causa do Mestre (Marcos 8:35).

E, por falar nisso, você já sabe o que Deus está requerendo de você agora? Essa pode ser a sua chance! "Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nEle, e ele tudo fará” (Salmo 37:5).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Quem Quer Uma Cruz?

Certo homem chamado Simão, teve uma experiência inédita que mudaria para sempre a sua história. Esse cireniano era um nobre desconhecido que, não por coincidência, estava no caminho por onde Jesus agonizava rumo ao Gólgota.

O Cristo de Deus caminhava exausto: nenhuma refeição na noite anterior e, até àquela hora de almoço, o jejum ainda não havia sido quebrado. Sem falar na coroa de espinhos provocando pequenos riachos de sangue em sua face e as inúmeras feridas abertas pelo corpo.

A cruz que lhe é imposta a carregar se torna muito pesada. Jesus cambaleia e cai. Tenta levantar-se... o corpo parece obedecer mais ao cansaço que ao seu dono... Ali está uma cruz que precisa ser carregada, um homem que poderia estar na UTI, alguns soldados que o insultam e uma turba sangüinária. Nenhum voluntário oferece ajuda. Quase todos se afastam.

Isso mesmo: "Quase Todos". Enquanto a maioria se distancia da cruz do nazareno, Simão de Cirene fica cada vez mais próximo dela. O soldado romano levou menos que instantes para decidir: "leve a cruz dele"! Simão até quis "fugir da raia", mas ele já estava perto de Cristo o bastante (Marcos 15:21; Lucas 23:26).

Aquele homem aceitou o desafio que seria imitado por milhões de pessoas em todo o mundo: tomar a cruz de Cristo e segui-lo. Foi a isso que o Senhor se referiu ao dizer: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lucas 9:23).
E ainda: "E quem não toma a SUA CRUZ, e não segue após mim, não é digno de mim" (Mateus 10:38). A expressão "sua cruz" implica dizer que nenhum cristão pode fugir dessa realidade. Existe uma cruz a ser carregada por aqueles que aceitam "cumprir o resto das aflições de Cristo" (Colossenses 1:24).

Para você, a cruz pode estar pesada a ponto de fazê-lo entender que seja momento de parar, dar um tempo ou tirar férias da fé. Mas é preciso que entendamos o seguinte: a SUA CRUZ não pode ser maior que a capacidade que Deus te deu para carregá-la (I Corintios 10:13).

O fardo que o Senhor nos entregou não é um fardo muito pesado (Mateus 11:30) e a nossa missão é carregá-lo entendendo que, ao final do caminho, teremos vitória, a exemplo do Salvador que "pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2b).

Ainda que tenhamos algumas aflições em decidir por seguir a Cristo (Salmo 34:19; João 16:33), somente aqueles que têm coragem de deixar o mundo de pecado e ir após o meigo Jesus, são fortes candidatos a sair do anonimato de Simão e entrar heroicamente na história.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Escolhido Para Vencer

Apresente-me um motivo para descrer na vitória. Caso consiga, lhe mostrarei mil razões para confiar. Mas, não sendo o suficiente, lembrarei para você a história de Davi.

Durante sua trajetória, o menino ruivo de Belém foi desafiado por diversos gigantes. Um desses foi o “desprezo”: não havia nada mais humilhante que pastorear animais longe de casa (1ª Samuel 16:11). O outro: “indiferença”: foi muito doloroso não ser lembrado pelos seus familiares (16:1-13). O outro: “injúrias”: Golias as fez impiedosamente (17:42-44).

E, na lista interminável de gigantes, o mais feroz chamou-se “inveja”. Mas quem teria inveja de alguém que foi desprezado, renegado e injuriado, a menos que esse quadro tivesse mudado? Aqui existe algo que desejo compartilhar com você: A história de Davi começou a mudar quando Deus passou a abençoá-lo; e isso suscitou inveja em alguém.

Já percebeu que na prova, quase ninguém lembra de você; mas, na bênção, sempre tem alguém querendo “queimá-lo” ou "abafá-lo". Qual a explicação? Foi exatamente a inveja que fez o monarca de Israel mover seus exércitos para matar a Davi.

Ao saber da ira de seu pai Saul para com Davi, seu amigo, Jônatas pediu-lhe um juramento:

“Se eu, então, ainda viver, porventura, não usarás para comigo da bondade do SENHOR, para que não morra? Nem tampouco cortarás jamais da minha casa a tua bondade; nem ainda quando o SENHOR desarraigar da terra todos os inimigos de Davi” (1ª Samuel 20:14,15 ARA).

Observe que Jônatas, e não Davi, é quem diz “se eu ainda viver”. E ainda: “não cortarás jamais da minha casa a tua bondade”. Mas quem estava jurado de morte era Davi! Parece ilógico o filho do rei fazer um pedido desses a alguém que teoricamente estava prestes a morrer.

No entanto, uma coisa que Jônatas sabia, Davi compreendeu e nós temos que aprender é que “o SENHOR vela pela sua Palavra para a cumprir” (Jeremias 1:12). Davi, assim como nós, possuía inúmeras promessas da parte de Deus. Não seria a maldade de Saul que poria um fim à trajetória vitoriosa do escolhido de Deus (Salmo 89:3).

Todos que mencionei anteriormente morreram em combate. Pergunte-me quem ficou vivo, e eu lhe respondo que justamente aquele que teve a cabeça posta a prêmio: “DAVI”. Isso mesmo: Ele tornou-se rei de Israel, foi próspero, entrou na genealogia de Jesus e só morreu quando o Senhor quis. Glória a Deus!!

Aquele que era “segundo o coração de Deus” (Atos 13:22) teve inúmeras razões para escrever:

“É ele que dá a vitória aos reis e que livra a Davi, seu servo, da espada maligna”
(Salmo 144:10).

“Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria” (Salmo 27:3).

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sábado, 15 de agosto de 2009

Escolha Para Eternidade

Os dias que antecedem a vinda do Messias apresentam um cenário desolador. Pai contra filho, filho contra pai, terremotos, maremotos, guerras, rumores, fome, doenças e violência em geral, são sinais que apontam o fim dos tempos. O próprio Jesus nos advertiu acerca dessa triste realidade (Mt 24:6,7).


Assistir telejornais é torturante, a cada dia surgem modalidades novas de crimes. Os delitos graves são facilmente superados por outros ainda piores. Os governantes agem desonestamente, a justiça não funciona e nos sentimos inseguros. Nesse sentido, não há escolha!


Não devemos esperar que as coisas melhorem por aqui, nem pôr nossas esperanças apenas nesta vida (1ª Co 15:19), onde tudo acaba (Mt 6:19). Mas “na nossa cidade que está nos céus” (Hb 11:13-16; 12:22), que é, sem sombra de dúvida, “uma pátria muito melhor”(Fp 3:20).


O próprio Jesus nos garantiu: “E, quando Eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14:3). Paulo viu esta cidade, e garante que o conforto lá existente “ninguém jamais viu, ouviu ou imaginou” (1ª Co 2:9).


Não haverá caos. Morte? Também não. Cemitérios, remédios ou polícia não encontrarás naquele lugar. Não haverá noite, nem falta luz, porque a central energética de abastecimento se chama Jesus, a luz do mundo (Jo 1:9; 9:5).


Lá será o nosso novo endereço, caso sejamos fiéis a Deus e à sua Palavra (Ap 2:10c). Muitas coisas fogem da nossa capacidade de escolha. Você não pode escolher mudar de planeta, a fim de passar o restante dos seus dias; mas pode optar pela cidade preparada por Jesus, onde passará toda a eternidade. Se eu fosse você, procuraria acertar nessa escolha!


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