quarta-feira, 6 de março de 2013

Morre Hugo Chávez, presidente da Venezuela

Hugo Chávez faz recepção calorosa ao colega iraniano Mahmoud Ahmadinejad no Palácio Miraflores, em Caracas. Fonte: Terra Notícias.

Ao norte da Colômbia - 46ª nação na Classificação de países por perseguição - está a fronteira com a Venezuela, Estado liderado, até então, por Hugo Chávez. Após 14 anos no poder, ontem, a população venezuelana viveu a perda do presidente, famoso por seu discurso antiamericano. 


Presidente da Venezuela desde 1999, Chávez lutava, há dois anos, contra um câncer na região pélvica. O tratamento, mantido como segredo de Estado, o levou diversas vezes a Cuba, país de regime comunista, aliado às rígidas políticas do presidente. Fascinado pela ideologia apregoada por Simón Bolívar, conhecido revolucionário que participou do processo de independência de diversos países vizinhos ao Brasil, Chávez foi tenente-coronel do corpo de paraquedistas do Exército venezuelano antes de chegar à presidência. Foi, inclusive, preso em 2002, ao participar de um golpe de Estado que fracassou.

Em matéria de capa, o jornal O Estado de S.Paulo de hoje, 6 de março, ressalta a popularidade do líder venezuelano, campeão das urnas: de 15 eleições disputadas, ele perdeu somente uma. Ovacionado por seus partidários políticos, Chávez era, ao mesmo tempo, tido como um líder autocrático pelos adversários (segundo seus opositores, o presidente reivindicava para si o poder absoluto do Estado). Era acusado de "distribuir a riqueza venezuelana aos países aliados a seu arco esquerdista", conforme a mesma notícia do Estadão. Chávez também tinha uma relação de confronto com a mídia privada e fechou diversas emissoras de rádio e TV durante o seu mandato. 

A História traz pontos importantes que ligam a Venezuela à Colômbia: ambos os países foram colonizados pela Espanha. A Colômbia tornou-se independente em 1819, fundamentada nos ideais revolucionários de Simón Bolívar (o mesmo líder que inspirou o governo de Hugo Chávez).

As FARCS (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e a ENL (Exército Nacional de Libertação), grupos de cunho marxista, surgiram inspirados pela revolução cubana de 1959 (país aliado à Chávez, onde, como dito acima, o presidente realizou seus tratamentos médicos). Entenda, portanto, que há uma colcha de retalhos entre os governos e revoluções da América Latina que interfere diretamente na perseguição à Igreja. 


O governo venezuelano, contextualizado à Igreja Perseguida, foi bastante prejudicial aos cristãos colombianos. Uma vez que, segundo reportagens da imprensa nacional e internacional, Chávez apoiava o movimento guerrilheiro que é contrário à postura e aos valores cristãos, ao fornecer armamento, comida, tecnologia e exílio a comandantes e militantes, o presidente fortalecia a guerrilha que persegue a Igreja. 

Segundo o evangelista colombiano Jairo, ex-comandante da ELN, "na Colômbia não existe negociação de paz entre a guerrilha e o governo; e sim, quem consegue matar os mais poderosos. Líderes guerrilheiros conseguem exílio nos países vizinhos [como a Venezuela]. Em 2008, por exemplo, o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribi foi ao Equador, sem autorização oficial, para matar o 2° comandante das FARC, Raul Sanchez. Na época, a Venezuela preparou todo o seu armamento nuclear para contra-atacar a Colômbia pela morte do guerrilheiro". 

De acordo com a Constituição da Venezuela, de 1999, se o presidente do país morrer depois de assumir o comando do Estado, cabe ao vice-presidente convocar novas eleições em um período de 30 dias. Portanto, esse é o momento de contínua oração a Deus pelo futuro da nação, que pode impactar os demais países da América Latina. 

Ore ao Senhor pelos cristãos na Venezuela e na Colômbia, para que Deus os fortaleça e os proteja tanto nesse período de transição da liderança, quanto após o novo presidente ser eleito e interceda pelas novas relações de poder entre as nações. 


Fonte: Portas Abertas


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

No Laos, dois casos refletem perseguição religiosa contra famílias cristãs

18º colocado na Classificação de Países por Perseguição (WWL), em 2013, o Laos é um Estado comunista de maioria budista. Todos os cristãos vivem sob vigilância e as atividades da Igreja são limitadas. A comunidade local reage agressivamente contra convertidos que renunciam o culto aos espíritos.
 

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Família cristã perde tudo

O ex-budista Kapono* e sua família, foram obrigados a fugir de casa em 9 de janeiro de 2013, devido à perseguição vivida nas mãos de parentes e moradores. Os cristãos haviam aceitado e professado sua nova fé há apenas duas semanas, quando tiveram de abandonar seu lar, localizado em uma aldeia não revelada, no sul do Laos.

Segundo uma fonte local, "quando voltaram para sua residência, vindos de uma igreja que ficava em uma aldeia próxima, primos e vizinhos perseguiram severamente os cristãos". E não parou por aí: "No último domingo (6), a vaca de Kapono foi tomada à força e, em seguida, ele e sua família foram empurrados para fora da aldeia. Eles perderam tudo o que possuíam, inclusive suas terras, que equivaliam a cerca de quatro hectares."

Kapono e sua família estão agora hospedados na casa de um amigo cristão em uma aldeia vizinha.  

CSW escreve carta aberta ao presidente do Laos sobre desaparecimento de família cristã

Na semana passada, a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) redigiu uma carta aberta ao presidente Choummaly Sayasone, da República Democrática Popular do Laos, solicitando informações urgentes sobre a família do Sr. Boontheong, da província de Luang Namtha.

Boontheong desapareceu em 3 de julho de 2004, juntamente com sua esposa e filho que, na época, tinha 7 anos de idade. Antes de seu desaparecimento, Boontheong havia sido ameaçado e preso pela polícia local, por causa de sua fé cristã. Ao longo dos últimos oito anos, a CSW e seus parceiros têm tentado, sem sucesso, saber o paradeiro da família.

A carta exorta o governo do Laos a investigar o desaparecimento dos cristãos e fornecer informações sobre o seu estado e localização. A CSW reforça "a necessidade latente de o governo liderar o país [...], mediante as leis previstas na Constituição do Laos"; e cita o artigo que "diz respeito ao direito fundamental de todo cidadão de acreditar ou não acreditar em religiões".

Apesar dos casos apresentados, o Laos tem visto melhorias na liberdade religiosa nos últimos anos; inclusive uma redução significativa no número de prisioneiros cristãos e da duração média das penas. No entanto, ainda existem significativas restrições sobre os seguidores do cristianismo. Além disso, as disposições legais do Estado de Direito, muitas vezes, não são devidamente aplicadas. O que significa que os crentes ainda estão sujeitos à prisão e assédio por conta de sua crença.

O diretor da organização Andrew Johnston disse: "A CSW está profundamente preocupada com o paradeiro e segurança do Sr. Boontheong e sua família, e insta as autoridades a lançarem uma investigação sobre este caso imediatamente. Lembramos o governo de sua obrigação em respeitar a liberdade de religião ou crença, de acordo com a Constituição e o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (PIDCP), ratificados pelo Laos em 2009."

Pedidos de oração:
  • Ore em favor dos cristãos e suas famílias no Laos, que mesmo tão novos na fé, permanecem em Cristo, apesar da perseguição;
  • Peça ao Senhor para que restitua tudo o que eles perderam, por causa de seu amor a Deus;
  • Interceda pela família do cristão Boontheong, que permanece desaparecida.
     *Nome trocado para a segurança do cristão
    Classificação de Países por Perseguição (WWL) 2013
 
Fonte: Portas Abertas Internacional e CSW
 
 
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Não há qualquer liberdade religiosa na Coréia do Norte


Coréia do Norte


Perguntados sobre a posição da Coréia do Norte na Classificação de Países por Perseguição (WWL) 2013, há 11 anos consecutivos número um em repressão à fé cristã, refugiados norte-coreanos dizem acreditar que o país seja, realmente, o maior perseguidor ao cristianismo e demais religiões do mundo, já que sentiram na pele toda essa repressão.


Devido às suas políticas de isolamento, a Coréia do Norte é um mundo à parte. Servir a Deus ali custa um alto preço: cristãos reúnem-se em cavernas para fugir do controle do Estado. Refugiados afirmam que a completa falta de direitos humanos, incluindo a liberdade de religião, torna a situação em seu país incomparável a qualquer outro.

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Devido às suas políticas de isolamento, a Coreia do Norte é um mundo à parte. Servir a Deus ali custa um alto preço: cristãos reúnem-se em cavernas para fugir do controle do Estado. Refugiados afirmam que a completa falta de direitos humanos, incluindo a liberdade de religião, torna a situação em seu país incomparável a qualquer outro.
De acordo com o norte-coreano Timothy*, de 24 anos, o governo só está preocupado com os testes nucleares. Ele quase foi torturado até a morte porque foi considerado um traidor após ter sido preso na China, há nove anos: "Eles ignoram todas as liberdades, o nível dos direitos humanos é de zero por cento. As religiões não são permitidas. O líder da Coreia do Norte tem de ser adorado como deus e isso não vai mudar, a menos que o regime entre em colapso."
Durante os 15 anos que viveu na Coreia do Norte, ele nunca notou nada de religioso entre os cidadãos. "Eu me lembro de filmes e desenhos animados sobre maus cristãos. O Deus cristão era um monstro para mim. Quando eu tinha 11 anos, testemunhei a execução pública de um cristão. Seu crime foi ter escondido Bíblias minúsculas no telhado de sua casa. No mesmo ano, uma senhora foi baleada. Ela havia fugido para a China para frequentar a igreja ali, mas um espião norte-coreano descobriu suas atividades. Ela foi presa e enviada de volta à Coreia do Norte, onde também foi morta em público. Estou convencido de que essas práticas ainda ocorrem no país. Quanto a mim, eu aprendi a confiar em Deus quando Ele me salvou da tortura e da prisão. Graças a Ele eu ainda estou aqui."
Joo-Eun* expressa a opinião de outros refugiados norte-coreanos, quando diz que "não há qualquer liberdade religiosa na Coreia do Norte". Ela afirma que "aqueles que acreditarem em Jesus estão simplesmente mortos. Kim Jong-Un é deus e não pode haver qualquer deus além dele. Norte-coreanos que ouvem falar sobre o cristianismo, sabem que Jesus pode dar-lhes uma vida melhor, mas eles também sabem que o cristianismo vai destruir o sistema socialista que vigora hoje no país. Por isso a perseguição é tão feroz. Em nenhum outro lugar do mundo é possível encontrar uma ditadura já na sua terceira geração. Sim, existem igrejas na Coreia do Norte, mas só quando os estrangeiros estão presentes. O Estado permite que alguns moradores participem, mas não há qualquer liberdade de expressão, de religião, ou imprensa na Coreia do Norte. Já que é improvável que essa situação mude, eu acho que a Coreia do Norte permanecerá na primeira posição da Classificação de Países por Perseguição (WWL)*, da Portas Abertas, por muito tempo", concluiu.
Tim Peters, fundador da organização de ajuda e suporte aos refugiados Helping Hands Korea, concorda com os depoimentos prestados. "Não é surpreendente o fato da Coreia do Norte estar em primeiro lugar na WWL, dado o crescente número de testemunhos de pessoas que foram ajudadas através da estrada de ferro (a conhecida trilha usada por refugiados em busca de sua liberdade da Coreia do Norte, através da China e de outros países, até a Coreia do Sul). Sem mencionar os relatórios que recebemos de igrejas na Coreia do Norte. Elas concordam com o fato de que não há liberdade de religião no país. Existem, hoje, mais de 25.000 refugiados norte-coreanos na Coreia do Sul. Seus testemunhos são provas convincentes da severa perseguição religiosa na Coreia do Norte."

Traduçã:oAna Luíza Vastag
Fonte:Portas Abertas Internacional


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pr. Yousef Nadarkhani foi libertado da prisão!

Encarcerado pela segunda vez desde o dia de Natal, 25 de dezembro, Nadarkhani foi solto nessa segunda-feira, 7 de janeiro,  enquanto seu advogado, Mohammed Ali Dadkhah, permanece preso, com seu estado de saúde bastante prejudicado.
 
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Em setembro de 2012, o pastor Yousef Nadarkhani foi absolvido da acusação de apostasia que poderia condená-lo à morte; mas recebeu uma sentença de três anos de prisão por evangelizar muçulmanos. Uma vez que ele já havia passado cerca de três anos preso em Lakan, Rasht, aguardando o julgamento e sua decisão, o pastor foi liberado imediatamente após pagar fiança.

No entanto, em 25 de dezembro, noite de Natal, durante uma ação irregular, Yousef foi novamente detido por ordens de autoridades da prisão, que afirmaram que o cristão havia sido liberado cedo demais devido à insistência de seu advogado, Mohammed Ali Dadkhah.

Dadkhah, um proeminente advogado de direitos humanos, foi posteriormente condenado a dez anos de prisão e destituído de suas funções na Ordem dos Advogados do Irã, em setembro de 2012, por promover "ações e propaganda contra o regime islâmico" e manter livros subversivos em sua casa. Ele também foi proibido de praticar ou ensinar a lei por dez anos.

Atualmente, Dadkhah está detido na prisão de Evin, em Teerã. Relatórios sobre a detenção informaram que sua saúde está terrivelmente debilitada; ele vem sofrendo perda de memória e vive sob a pressão de confessar uma culpa que não lhe cabe.

O chefe executivo da CSW, Mervyn Thomas, declarou: "Estamos satisfeitos em saber da libertação do pastor Yousef. Mas, ao mesmo tempo em que nós agradecemos por esta notícia tão boa, continuamos preocupados com tantos outros cristãos que, assim como Nadarkhani e Dadkhah, foram detidos injustamente. E sempre há o risco de uma nova detenção. Nós também ficamos apreensivos ao saber da condição de saúde de Dadkhah e responsabilizamos o regime iraniano pela deterioração de sua saúde. Além disso, as tentativas oficiais para justificar a sua prisão tentando coagi-lo a prestar uma confissão ao vivo para a TV é mais uma indicação clara de que as acusações contra ele eram falsas.”

Agradeça ao Senhor pela volta de Yousef para casa e não deixe de interceder pela libertação de seu advogado e melhora em sua saúde. Ore também para que o governo iraniano defenda o Estado de direito e permita que as minorias religiosas do país desfrutem a liberdade religiosa garantida pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, do qual o Irã é signatário.

Entenda o caso:


ATENÇÃO: Pastor Yousef Nadarkhani foi, mais uma vez, preso no Irã
Yousef Nadarkhani ainda corre perigo de morte
URGENTE! Pastor Yousef Nadarkhani é solto da prisão!
Ore pelo julgamento de Yousef Nadarkhani, preso no Irã
Pastor Yousef Nadarkhani recebe nova convocação ao tribunal
Youcef Nadarkhani escreve carta para os que o apoiam, expressando perseverança e fé em DeusPastor Yousef Nadarkhani escreve carta a cristãos do mundo inteiro
Caso de pastor condenado à morte ganha repercussão nacional
Pastor Yousef Nadarkhani é pressionado para voltar ao Islã


Fonte: CSW

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

“Prefiro morrer como cristã, do que sair da prisão sendo muçulmana”


Perto dos 40 anos de idade, a paquistanesa Asia Bibi se tornou conhecida no mundo inteiro. Casada com Ashiq Masih, mãe de cinco filhos e empregada na fazenda de um latifundiário muçulmano, sua vida não parecia muito divergente das demais mulheres de sua região; até que a data de 19 de junho de 2009 marcou sua história para sempre.
Apesar de sua rotina exaustiva, comum às mulheres de uma geração que trabalha fora para ajudar no sustento da casa, todos os dias e para onde quer que fosse, Asia carregava consigo algo de muito de valor; algo que, para as autoridades do Paquistão, foi considerado um crime gravíssimo.

Certo dia, enquanto cumpriam suas funções durante o expediente da sexta-feira, 19 de junho, Asia e suas colegas de trabalho conversavam. Convertida ao cristianismo em um país de maioria muçulmana, Asia não partilhava da mesma fé que as outras mulheres e o diálogo, polêmico por natureza sempre que envolve religião e crença, evoluiu para uma discussão.

A intolerância religiosa e o extremismo que reina entre a maior parte dos devotos fanáticos falou mais alto naquela tarde também. Asia foi intimada a abandonar sua fé e o Deus em quem cria e voltar a servir Alá no islamismo. Certa da escolha que havia feito, Asia rebateu as muçulmanas com frases como: “Jesus está vivo, mas Maomé morto. O nosso Cristo é o verdadeiro profeta de Deus. Maomé não é real. Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade, e Maomé, o que fez por vocês?”

Tais declarações bastaram para provocar a ira e o descontrole daquelas que ali estavam; Asia foi brutalmente agredida pelas mulheres que, diariamente, conviveram com ela por anos. A polícia foi chamada ao local e, mais uma vez, a lei da justiça parcial prevaleceu: em 8 de novembro de 2010, Asia Bibi se tornou a primeira mulher condenada à pena de morte por enforcamento pelo crime de blasfêmia.

A partir daí, protestos e movimentos diversos se seguiram por todo o mundo. Organizações de direitos humanos, jornalistas e autoridades do governo falaram publicamente em favor de Asia. No entanto, mesmo com toda a mobilização que se formou em torno do caso, no próximo mês completará dois anos que ela aguarda, na prisão, por um julgamento que considere ambos os lados antes de deferir a sentença.

Se durante o período em que estava livre, Asia já sofria perseguição por ser cristã; agora, encarcerada e proibida de conviver com sua família, a situação é bem pior. Fontes afirmaram que ela foi torturada e maltratada; impedida de beber água ou comer, por dias.

O caso de Asia permanece sem atualizações, porém, ela não foi a única a sofrer por causa de sua fé. Salman Taseer, muçulmano liberal, ex-governador da província de Punjab, foi assassinado por seu guarda pessoal, porque agiu em defesa da causa de Asia Bibi. Shahbaz Bhatti, ministro federal e único cristão no gabinete paquistanês, foi morto por se opor à lei da blasfêmia que condenou Asia. Nos últimos anos, foram registradas 45 acusações por blasfêmia; dessas, 43 pessoas foram mortas em execuções extrajudiciais.

Como já falado em notícia publicada no site da Portas Abertas Brasil, “Asia não é apenas uma pobre figura atrás das grades. Ela é uma mulher, uma esposa, uma mãe, uma irmã, e uma filha. A Igreja que ora por ela precisa se lembrar que ela é uma mulher real, e que tudo o que enfrenta no seu cotidiano é real”.

Por sua fé, Aasiya Noreen (como também é conhecida) sente na pele a Palavra de Deus escrita em Mateus 5.10, que diz: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. Asia Bibi ainda está viva por causa das orações da Igreja; como o mar, que permanece cheio d’água porque as águas dos rios não cessam de correr até ele. Por quanto tempo mais você irá orar por essa cristã? A responsabilidade de pregar o evangelho e clamar pela Igreja Perseguida é nossa também.

Redação: Ana Luíza Vastag

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sábado, 21 de julho de 2012

Batistas enviam 100 mil para evangelizar 2,5 milhões em todos os estados do Brasil.

Batistas enviam 100 mil para evangelizar 2,5 milhões em todos os estados do Brasil  Notícias Evangélicas Gospel Cristãs


A organização evangelística, a Junta de Missões Nacionais (JMM) da igreja Batista Brasileira planeja a sua mega ação evangelística com 100 mil voluntários para evangelizar 2,5 milhões de pessoas, a partir do dia 30 de junho.


Os voluntários dividos em 500 bases operacionais, formando, em média, 6.250 equipes com 16 participantes, a organização informa segundo vídeo promocional da JMM. Serão 50 mil duplas que terão como meta evangelizar 5 pessoas por dia.


“Imagina uma imensa propagação do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo por todos os estados de nosso país. Imagine uma concentração de 100 mil pessoas levando mensagem de transformação e graça por todas as partes de nossa pátria,” dizem os representantes do projeto pelo vídeo.


Os participantes estão no momento recebendo treinamento e capacitação para entrar no campo de atuação. Eles estão aprendendo técnicas de evangelização arrojadas que os permitirão fazer melhor visitação de casa em casa, abordagens nas ruas, trabalho com crianças e ação social.


A ação terá continuidade com as igrejas e congregações locais de cada cidade e bairro alcançado, para firmar na fé os novos convertidos, através do discipulado. Haverá também a capacitação de líderes para o fortalecimento e desenvolvimento das igrejas e a plantação de novas igrejas multiplicadoras.


“Participar desse grande desafio é, acima de tudo, demonstrar o seu amor a Deus, possuir uma vida cheia do Espírito Santo, ter uma autêntica paixão pelos perdidos e forte compromisso com a expansão do Reino”, diz a JMM em sua página.


O número de pessoas evangelizadas deverão impactar a nação, segundo preveem os organizadores. “A Bíblia diz que uma alma vale mais do que o mundo todo e que há festa no céu quando o pecador se converte.”


O projeto durará duas semanas com previsão de término no dia 15 de julho. Para maiores informações entre na página do projeto: www.sejaluz.com.


Fonte: Mídia Gospel


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Multa por causa de uma Bíblia

Turcomenistão

Quatro cristãos no Turcomenistão foram presos e multados no final de fevereiro depois que a polícia descobriu Bíblias em suas casas. Embora o juiz, inicialmente, tenha se recusado a ouvir o caso contra os quatro cristãos, alegando falta de provas, mais tarde mudou de posição e multou-os por “violação da lei sobre organizações religiosas.”

As Bíblias foram descobertas quando a polícia revistou uma casa onde o dono da casa, cristão, hospedava outros três crentes. Durante a busca, um policial encontrou uma Bíblia em cada uma das malas dos visitantes. Ele confiscou as Bíblias e levou todos os quatro cristãos, que pediram para não serem identificados, para a delegacia.

Um funcionário perguntou-lhes sobre a sua atividade religiosa, gritou com eles e acusou-os de levar a literatura religiosa “ilegal” na cidade. Ele também ameaçou de “plantar” drogas na acusação contra eles.

Os crentes, levados para um centro de detenção, foram trancados em uma cela com 17 presos, embora o espaço tenha sido projetado para apenas quatro. Depois de uma hora, os cristãos foram levados perante um juiz. A princípio o juíz pareceu estar do lado dos cristãos dizendo que os policiais não haviam apresentado provas de má conduta e mandou que os policiais os liberassem.

Uma semana depois, os crentes foram chamados ao tribunal novamente para um julgamento perante o mesmo juiz. “Talvez houvesse pressão sobre o juiz forçando-o a mudar sua postura”, disse um crente familiarizado com o caso.

Os quatro foram considerados culpados por violar a lei sobre organizações religiosas e foram multados o equivalente a R$ 228,35. Embora os cristãos soubessem que não havia feito nada errado, eles tiveram que pagar a multa. Caso se recusassem, poderiam ir para a prisão novamente. As Bíblias não foram devolvidas.

Fonte: Voz dos Mártires

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