domingo, 11 de março de 2012

Embaixada do Irã nega sentença de morte para Yousef Nadarkhani, ACLJ contesta

Embaixada do Irã nega sentença de morte para Yousef Nadarkhani, ACLJ contesta

Conforme foi acordado com os parlamentares evangélicos a Embaixada do Irã enviou uma nota afirmando que não há condenação de morte para o pastor iraniano Yousef Nadarkhani e dizendo também que naquele país o cristianismo não é perseguido mesmo sendo a minoria da população.

O texto se inicia com a inscrição “Em nome de Deus” e atesta que a Constituição da República Islâmica do Irã reconhece os seguidores “das grandes religiões celestiais” e que aceita seus direitos de cidadãos. Apresentando esses motivos, eles tentam desmentir a sentença de morte dizendo que nenhuma sentença definitiva foi emitida pelo Poder Judiciário.

No início da semana, ao se reunir com senadores e deputados federais em Brasília, o embaixador do Irã, Mohamad Ali Ghahezadehao, disse que as acusações contra Yousef Nadarkhani não se referem ao fato dele ter trocado o islamismo para se tornar cristão, mas a crimes como roubo e prostituição, informações que são contestadas pela ACLJ (Centro Americano para Leis e Justiça).

O órgão americano que atua na defesa do pastor iraniano, divulgando seu caso ao mundo, garante que essas informações contradizem com os relatórios já divulgados condenando Nadarkhani por ter se convertido e levado muitos muçulmanos ao cristianismo. Jordan Sekulow, diretor da ACLJ, chegou a mostrar para os jornalistas do site Verdade Gospel a primeira sentença de acusação que não fala sobre os crimes de roubo e prostituição, mas apenas sobre o abandono do islamismo.

ACLJ contesta nota da embaixada apresentando o veredito

“Estas são precisamente as mesmas mentiras e contradições que temos visto repetidamente que vem do governo iraniano – outra tentativa de parar a indignação pública contra o seu caso que vem crescendo no Brasil”, diz trecho de uma matéria publicada pela ACLJ em seu site.

Sekulow, que está no Brasil, foi ao encontro do senador Magno Malta mostrar o veredito emitido em 2010 contra o pastor iraniano garantindo que sua prisão e condenação por enforcamento se dão por sua fé cristã. No documento apresentado pelo diretor da ACLJ está dizendo que Nadarkhani foi condenado por “virar as costas para o Islã” e que, portanto é esse o motivo para que ele esteja preso até os dias de hoje.

Diante dessas novas provas o senador evangélico voltou a entrar em contato com a embaixada para esclarecer suas dúvidas em relação ao caso.

Fonte: Gospel Prime

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Quase 200 mil pessoas assinaram petição pela libertação do pastor Yousef

A petição pede que o Irã liberte o pastor Yousef Nadarkhani e também os membros do Congresso americano. Na semana passada, o senador Vittler introduziu no senado uma resolução semelhando no Senado americano.

As últimas informações que temos sobre o caso do pastor Yousef são de que ele continua vivo, desmentindo os boatos de que ele possivelmente teria sido morto no último final de semana no Irã.

No Brasil, o senador Magno Malta (PR-ES) pediu que os senadores organizassem um audiência pública para se discutir o caso do pastor Yousef. A audiência está prevista para o dia 20/03 com a presença do embaixador do Irã na reunião.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, afirmou que o governo brasileiro entrou em contato com o Irã para saber quais são os motivos que levaram o governo do país árabe a condenar o pastor evangélico a pena de morte. Gleisi Hoffman ainda afirmou que o ministro das relações exteriores, Antonio Patriota, está elaborando um relatório sobre o caso.

Continue colocando a vida do pastor Yousef Nadarkhani em suas orações. Peça que Deus continue protegendo e colocando coragem em seu coração para não negar a Jesus mesmo em meio à pressão.

Para assinar à petição da ACLJ, clique aqui.

Fonte - ACLJ

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Futuro incerto para os crisãos sírios

A situação na Síria está ficando pior para todos os habitantes do país. A violência está em curso em várias cidades, especialmente em Homs, e o boicote internacional tem consequências para todos os sírios.

Por quase 11 meses, protestos contra o governo são respondidos com violência do exército. O número de civis mortos é estimado em mais de 5mil, também em 2 mil pessoas que eram das forças de segurança morreram.

Nos primeiros meses os cristãos não foram alvos de ataques feitos pelos muçulmanos, mas isso mudou. "Os últimos meses são sinais de que as minorias (alauítas e cristãos) são alvos nas cidades de Homs e Hama", disse um trabalhador anônimo do Portas Abertas que também ouviu relatos de assassinatos e sequestros.

A Síria tem uma minoria de 10% de cristãos (1,9 milhões) e também cerca de 10% dos alauítas. A grande maioria no país, cerca de 74% é muçulmana sunita. Como presidente Bashar al-Assad é alauíta e fez com que a Síria se tornasse um estado secular, as minorias religiosas desfrutam de uma certa liberdade que não é vista em outros países árabes.

Isto trouxe aos cristãos uma situação durante os protestos anti-governamentais, apoiados pelos sunitas, iniciados em março de 2011. Para eles, o regime de Assad trouxe a liberdade e a estabilidade para outras religiões.

Por serem minoria no país, não temem ataques terroristas, atentados e assassinatos. Com o número da oposição crescendo para mais liberdade à renúncia de Assad, os cristãos têm medo de perder a mesma. Eles temem que um outro governo possa ser menos tolerante com eles. Muitos cristãos se mantiveram em silêncio nos últimos onze meses, nem dando apoio aos manifestantes, nem para o governo.

"Como cristãos e alauítas são vistos como partidários do governo porque não participaram dos protestos, eles podem ser escolhidos como alvo de violência. Cristãos em geral parecem estar preocupados com o que poderia acontecer à sua minoria na Síria se Assad for derrubado e, por exemplo islamitas tomarem o poder ", diz o trabalhador do Portas Abertas.

Assad é internacionalmente criticado por resposta militar aos protestos que no início eram pacíficos. Por causa da repressão contínua sobre os protestos, há um boicote internacional no lugar certo agora. Dentro de Síria, o governo central tentou tomar o poder novamente. Os últimos dias têm sido de muita luta em Homs. É difícil obter informações objetivas da cidade sobre a real situação.

Um problema urgente no país é a questão das viagens lá dentro. As pessoas ficam em suas cidades por causa de gangues que dominam as estradas fora delas. Viajar não é seguro por causa de assaltos e seqüestros de grupos criminosos ao longo das estradas. Por causa do boicote há uma falta de todo o tipo de artigos.

"Alguns cristãos deixaram a Síria por causa da situação", o trabalhador Portas Abertas continua. "Mas não em grande número ainda. Os únicos a sair são principalmente aqueles que têm possibilidades fáceis para deixar o lugar, como passaporte de casal ou família no exterior”.

Fonte - Portas Abertas

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terça-feira, 6 de março de 2012

Pastor é espancado e preso por “proselitismo”

Índia

Mais um ataque foi realizado contra uma igreja cristã em Karnataka, o sexto desde o início do ano. Cerca de 30 extremistas hindus invadiram a Igreja Pentecostal Nova Vida em Ankola, interrompendo o culto de domingo e insultando os membros da igreja.

O Conselho Global de Cristãos Indianos (GCIC) interveio na situação e conseguiram libertar a mulher do reverendo depois de quase 8 horas, mas o Manohar continua preso acusado de “ofender os sentimentos religiosos do país”.

O presidente da GCIC, Sajan George, disse que a polícia e os radicais hindus estão agindo em parceria. “A polícia de Karnataka é rápida para prender cristãos inocentes que são falsamente acusados por extremistas hindus”, disse Sajan.

Ele continuou dizendo: “A parceria entre a polícia, os extremistas religiosos e os líderes políticos está criando um clima de medo entre os cristãos da Índia, que sofrem com ataques quase que constantes em Karnataka”.

O governo de Karnataka apoia o nacionalismo e também as atividades de grupos extremistas hindus. No ano passado foram registrados 49 ataques contra cristãos em todo o estado indiano.

“Os cristãos em Karnataka não tem nem o direito de poder orar e ler a Bíblia em suas casas” lamentou Sajan George. “Essa é a segunda vez que o reverendo Manohar é atacado e nada foi feito contra os extremistas que infringem a lei e violam a privacidade das pessoas inocentes”.

Fonte - Asia News
Tradução - Lucas Gregório

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Cristãos egípcios temerosos com o futuro do pais

Egito

Cristãos coptas do Egito disseram que vários sinais no ano passado mostraram que as coisas no país não irão melhorar para os cristãos. Partidos radicalistas islâmicos ganharam a grande maioria dos assentos no parlamento do país, o que preocupa a comunidade cristã do país.

Em outubro do ano passado mais de 20 cristãos foram mortos durante uma manifestação na qual eles exigiam direitos iguais. Há pouco tempo atrás também, várias igrejas cristãs foram incendiadas durante confrontos entre cristãos e muçulmanos. Isso trouxe muito medo para os cristãos que vivem no Egito.

“Quando vivemos juntos sem envolver fatores políticos, vivemos em paz”, disse George Gerges, um cristão copta. “Mas quando a religião se torna um problema, eles queimam nossas igrejas, queimam nossas casas, matam cristão. É terrível.”

Gerges tem medo de que os cristãos sofram ainda mais com a perseguição e sejam obrigados a pagar impostos a mais por não serem muçulmanos, ou que as mulheres cristãs sejam obrigadas a usar o véu islâmico.

“O povo elegeu os partidos islâmicos porque tem medo. Eles estão com medo do Egito perder sua identidade islâmica e por isso os políticos querem tirar o cristianismo do país, mas eles não conseguirão”, disse George.

Em um tempo de grandes mudanças, os cristãos egípcios tem enfrentado grande oposição vinda dos extremistas islâmicos do país. Por isso, ore pelos cristãos do Egito, para que Deus continue fortalecendo eles na verdade e dando coragem para enfrentarem a perseguição.

Fonte - Persecution

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sábado, 3 de março de 2012

Caso de pastor iraniano une as pessoas pela liberdade religiosa

Em muitas declarações, pessoas apelam para que o governo dos EUA intervenham junto ao governo do Irã para que libertem o pastor Yousef da prisão. Políticos americanos estão se manifestando com relação ao caso e dizem que a prisão de Yousef é “um ultraje contra a humanidade”.

Representantes de diversas religiões também estão se manifestando contra a prisão do pastor evangélico e pressionando o governo americano a ir contra a sentença dada contra Nadarkhani.

O governo brasileiro também se manifestou contrário a pena de morte que Yousef recebeu e já entrou em contato com o governo iraniano. Segundo informações, o pastor iraniano continua vivo e ainda não foi executado, como alguns tinham pensado. Membros da bancada evangélica se reuniram e pediram que o Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, intervenha pela vida do pastor junto ao governo iraniano.

Nesse final de semana, realizaremos o Shockwave, que serão três dias de oração pelos nossos irmãos que sofrem com a perseguição ao redor do mundo. Por isso, convocamos você a orar pelo pastor Yousef Nadarkhani, para que ele possa ser libertado o quanto antes.

Para mais informações sobre o Shcokwave, acesse: www.underground.org.br/shockwave

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Grupos cristãos são perseguidos no Cazaquistão

Centenas de pequenos grupos religiosos tiveram seus registros anulados no Cazaquistão, como um ato oficial do Ministério de Assuntos Religiosos do país, que considera tais atividades como ilegais.


Muitas denominações cristãs, incluindo Batista, Presbiteriana e Adventista do Sétimo Dia, estão entre os 579 grupos religiosos que foram desregistrados das permissões do governo de fazerem seus cultos.

Kairat Lama Sharif, presidente da Agência de Assuntos Religiosos, descreveu que caiu em 13% o número de grupos religiosos que eram oficialmente reconhecidos pelo Estado. Ele disse que o número ainda pode aumentar a medida que a nova lei religiosa do país seja aplicada.

Um grupo religioso precisa ter, pelo menos, 50 membros adultos para se tornar registrado no Cazaquistão. Os líderes de pequenas igrejas receberam avisos oficias para que parassem suas reuniões.

Pequenas igrejas ainda estão realizando seus cultos normalmente, mas estão enfrentado a perseguição do Estado. Um representante de uma igreja disse: “os cristãos agora estão com mais medo, estamos preocupados com possíveis punições das autoridades”.

Para muitos, agora o registro de suas igrejas será quase impossível, pois é muito difícil conseguir 50 assinaturas de pessoas que frequentam suas igrejas, pois em sua maioria, as igrejas possuem menos de 50 membros.

Fonte: Barnabas Fund
Tradução: Lucas Gregório

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